segunda-feira, 30 de maio de 2011

Use a semana para recomeçar!

Oi gente, bom dia!!


É início de semana e hora de recomeçar. 
Retomar o trabalho, as obrigações do dia a dia, os desafios pessoais, familiares e profissionais.
É hora de recomeçar. O dia, os caminhos, as escolhas. Rever as opiniões, as ações.


É hora de perdoar. De requalificar a mágoa, a desilusão e retomar a vida.
É hora de caminhar. De seguir em frente, de não olhar para trás, de mudar o rumo.
É hora de respirar. De olhar com mais carinho para você e a vida, para as coisas que te cercam, para as pessoas que estão no teu entorno.


É hora de compreender. Que cada um só dá o que tem, o que sabe, inclusive você.
É hora de confiar. Em você, no teu próximo, na vida, em uma energia superior chamada Deus.
É hora de descobrir. Quem você é realmente, o que te move, o que queres da vida, qual o teu caminho.


É hora de amar. De refazer a vida e o coração.
Enfim, é hora de viver a vida com o melhor que ela tem a lhe oferecer.


Uma semana de muitos e bons recomeços pra você.
bjs
Xanda


TEMPO DE RECOMEÇAR
(Antônio Lins / Robson Melo)


Amigo, abra os olhos!
Não perca mais tempo.
O momento é hoje
É seguir em frente
Que o tempo dará as respostas ausentes.

Sempre é tempo de recomeçar
Aprender com os erros para não mais errar
Ter fé no amanhã, tudo vai mudar.

A incerteza do amanhã
nos causa medo e dor
A escolha é nossa
Ações com amor
Para ter a certeza que o passado ficou.

Sempre é tempo de recomeçar.
Aprender com os erros para não mais errar
Ter fé no amanhã, tudo vai mudar.
Ter fé no amanhã, tudo vai mudar.
Ter fé no amanhã, tudo vai mudar ...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desejo muitas pipocas pro seu fim de semana!!

Oi meu povo!!! 
Ufa, semana quase acabando. Sexta-feira chegando, o corpo já lhe boicotando querendo dar uma paradinha e você no último suspiro da resistência, insistentemente, não deixa de mirar o relógio da parede ou do computador: anda danado!!!    E o bicho não anda. Mas, tenha calma que tá terminando.


E pra esse final de semana eu quero falar do fogo. 
Calma!! 
Não estou falando do "fogo" que dá no povo pra "cair na gandaia" (na farra, em nordestinês) ou dos alvoroços que dá por dentro, "os faniquitos".


Estou falando do fogo que opera mudanças. É o tal do bicho que queima de vez em quando na sua vida para que você, literalmente, saia do lugar, do canto, da acomodação, da mesmice. O danado queima por dentro parecendo um incêndio num prédio de 40 andares e você tem a sensação de que vai "morrer torrado por dentro".  
Esse "fogaréu" pode ser ocasionado por diversas situações na sua vida: uma perda, uma angustia, uma desilusão, uma doença, etc. E quando chega, dói pra danar! 


Mas, num livro do Rubem Alves (que eu amooooo de paixão) intitulado "O Amor que acende a Lua" (qualquer semelhança, não é mera coincidência!! Comprei o livro por causa do título, digo logo. ) encontrei uma outra deliciosa definição para esse tipo de "fogo que dói". Ele usa a alegoria do milho da pipoca e de sua importância sagrada para o candomblé, para descrever a relação "fogo/dor" com o "endurecimento/crescimento".


Abaixo, eu reproduzo alguns trechos do capítulo, que é grande, focando mais no tema central do nosso texto de hoje. E desejo, sinceramente, que nesse final de semana você pegue o fogo que tá lhe consumindo e faça com que ele lhe transforme numa maravilhosa pipoca da vida, tirando de si o que de melhor possuis para alegrar a tua existência e a de quem te cerca.
Bjs e bom final de semana! 
Xanda


A PIPOCA

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.(...)
E o que é que isso tem a ver com o candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é o símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. 
O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer; pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa - voltar a ser crianças.


"Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”

Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora:
perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro:
pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo, o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.

Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, 
ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.

A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Em Minas todo mundo sabe o que é o piruá. 
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.

Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca macia.
Não vão dar alegria para ninguém.

(Extraído do livro "O amor que acende a lua" de Rubem Alves)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Você sabe o que é a vida?!

E a vida o que é, diga lá meu irmão!
Certa feita, fez o poeta essa pergunta.


Questionava ele se ela era a batida de um coração ou uma doce ilusão.
A vida é apenas alegria ou é sofrimento, lamento?
Me diga, o que é, o que é, meu irmão, questionava ele angustiado.


Pra muita gente a vida é um nada no mundo. É algo que não tem sentido, nem rumo, nem prumo. Para outros, ela nada mais é do que um mistério profundo oriundo do sopro do Criador, numa atitude repleta de amor.


Na verdade, a vida é o que nós enxergamos e fazemos dela. O que pensamos sobre a vida, nisso ela se transformará. Por isso, para alguns ela é delícia e prazer. Para outros, um verdadeiro inferno e a rotina nada mais é do que sofrer.


Há quem queira até deixar de vivê-la na doce ilusão do fim das dores que o afligem com o fim da existência física. Ah, doce ilusão!


A vida é algo muito maior do que um simples túmulo. A vida é um constante nascer, viver, morrer e renascer. Vivemos e morremos diversas vezes numa mesma existência, voltando a renascer sempre que a esperança se reacende no coração renovando os caminhos e os objetivos.


Viver é aprender, refazer, conhecer, desfazer, renascer tantas e quantas vezes forem necessárias até a gente entender que só amando alcançaremos a felicidade.
É por isso que eu fico com a moça, e com ela coloco a força na fé, porque somos nós que fazemos a vida como der, ou quiser, ou souber.


E não importa quem somos, onde moramos, que idade temos. Ela sempre é desejada por mais tortuosa e errada. Pergunta se alguém quer saber algo com a morte?! Que nada! O que a gente quer é só saúde e sorte.
Mesmo com toda essa dualidade que somos, ainda assim vibramos com cada nova conquista da vida e é nessas horas que nos lembramos do quanto ela é bonita.


Mas independente dos momentos de alegrias ou tristezas, a vida é sim, bela. E é por isso que eu fico com a felicidade e a pureza das crianças que fazem de cada momento uma oportunidade de alegria.


É a vida e é bonita, é bonita e é bonita!!
Por isso, essa semana não tenha medo nem vergonha de ser feliz. Cante se lhe der vontade, sorria, pule, corra, salte, a beleza de se colocar diante da vida como um belo aprendiz.


Tá, eu sei, que tem um monte de problemas rolando na tua cabeça e no teu entorno, e que você parece estar sem saída e pensando que a vida podia ser bem melhor.
Só não deixa que nada, nem ninguém, tire de você a certeza e a convicção de que ela pode ser melhor, e será. Grita e fala para o mundo ouvir: a vida é bonita, é bonita e é bonita!!


Que a lua cheia dessa semana deixe sua vida ainda mais iluminada e bela.
Bjs e boa semana pra você.
Xanda





segunda-feira, 9 de maio de 2011

Que tal aprender a temperar melhor a sua existência com o sal da vida?!

Oi meu povo!!!
São Paulo que me desculpe, mas definitivamente o título de "terra da garoa" agora vai para Pernambuco! Hoje, quando não caia um "toró" (grande volume de chuva em nordestinês) ficava garoando. Vamos combinar que voltar a ter inverno é uma delícia. Agora que São Pedro tá exagerando na dosagem da "ducha" aqui pra baixo, ah isso tá!! Mas, enfim...
Para esta semana eu queria falar um pouquinho sobre a dor.


Dor tem de todo jeito. Tem dor física, oriunda de algum problema no corpo; tem dor moral advinda de um sentimento de culpa ou de remorso; tem a tal da "dor de cotovelo" quando você leva um fora de alguém. Há quem diga que sofre de "dor de amor", ou seja ama tão alucinadamente alguém que sofre só de pensar na possibilidade de perder o convívio com aquela pessoa.


Bom, seja qual for o tipo ou motivo da sua dor, saiba que ela chegou porque é o momento da aferição, do aprendizado.


E antes que alguém aqui diga que estou fazendo "apologia da dor" aviso logo que tô forita disso!! Nem de dor eu gosto! Mas sei que a dita cuja quando nos visita é porque tá na hora da gente aprender alguma coisa. Mas, para aproveitar a experiência é preciso aceitá-la, reconhecê-la e tratá-la com a seriedade e dedicação que ela merece. 


Porque quando a gente não se resolve bem com a dor, ela fica conosco "ad eternum", ou seja, eternamente, escondida em algum recanto da nossa mente só esperando o momento certo para "pimba" dar o bote no dono desavisado. Essas emoções reprimidas e negadas terminam virando lixo mental e energético. E como todo "entulho" que é acumulado, chega um momento em que a bagunça é tanta que é necessário limpar. O problema é por onde ela vai sair.


Mágoas, rancores, ódios, invejas, desilusões, culpas, remorsos, são sentimentos e emoções, assim como outros, que refletem diretamente no corpo físico. Isso significa dizer que se forem ruins nos intoxicam, se forem bons nos harmonizam e vitalizam.


E ai, que tipo de sentimento ou emoção você andou engolindo nos últimos dias, meses ou anos da sua vida?! O que foi que você andou negando pra si mesmo?!


Se você ainda vive "ressentido" com fatos antigos, saiba que acabas de ser promovido à classe dos ruminantes, pois ressentir significa "sentir de novo, e de novo, e de novo". Ou seja, você está igual a uma vaca: pega o sentimento traz de volta pra boca, mastiga de novo, engole. Daqui a pouco, regurgita o alimento pra boca de novo, mastiga mais um taquinho e engole. Ficar relembrando coisas ruins que já passaram e sentindo ainda o mesmo sentimento, não é igualzinho ao que faz a vaca com o alimento dela?!! Ou seja, você está se alimentando de emoções e sentimentos ruins todos os dias. 


Pois se você tá nessa, meu amigo ou minha amiga, saia dela rapidinho. Pois ressentimento é doença crônica do sentimento que fica "encruada" e só traz coisas ruins. Ao invés de ficar no papel de vítima, trata de olhar o que podias ter aprendido com aquela situação difícil e deixastes passar desapercebido. Tudo na vida depende do ângulo que eleges para olhar.


Na historinha abaixo, um velho sábio ensina como a gente pode aprender a transformar as coisas ruins em boas coisas, ou a olhar de forma diferente para elas.


Bjs e uma boa semana!!! 
Xanda


ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?
O Velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.



O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.


Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?'
- Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
- Não... - disse o jovem..



O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. 


É dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de Ser Copo para tornar-se um Lago. 
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