segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Como não?!


E quando a noite tem lua, a vida estua alegre.  
Porque é tempo de luz, é tempo de azul em noites sem breu.
Como não ficar feliz, como não se encantar como normalmente se diz
com as maravilhas que vem do céu?

Não há como negar,
não há como rejeitar a ideia de um arquiteto.
Alguém celestial, como nenhum outro igual
a desenhar e construir uma beleza como essa.

Só sendo cego,
só sendo muito orgulhoso ou até, quem sabe, muito medroso
para não reconhecer que no infinito
só Ele é bendito, só a ele é possível
criar tamanho esplendor.

É por isso que mesmo com a minha arrogância,
me curvo diante Dele.
E em noites como essa louvo ao Criador
Agradecendo o momento bendito
de poder ter olhos para contemplar, amar e admirar 
uma prova inequívoca de tanto amor.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Súplica pelo Sertão ...


Meu povo sofre novamente com a seca,
uma das mais fortes dos últimos tempos, dizimando sem dó nem piedade a vida que vicejava no meu sertão.
Rios estão secos, animais estão mortos, as plantas estão ressecadas, pessoas choram de sede e desespero.
Ô Senhor, o que fazer?

Anos  atrás alguém cantou as dores da seca e dos seus moradores
e nada, absolutamente nada foi feito para mudar essa situação.
A história se repete tal qual a letra da música nos dias atuais.
Que dor Senhor, ver crianças pedindo água pra matar a sede e pais sem ter o que oferecer.

Senhor, pior do que a seca da terra é a aridez do coração dos homens.
Essa, Senhor, não tem chuva que resolva porque ela vem da alma, ela vem do egoismo, ela vem do descaso de um ser humano para com outro ser humano.

Ó Senhor, como dói ver a vida que antes vicejava perecer sem esperança.
Ilumina Senhor, o coração dos homens que tomam conta dos destinos desse país, acaba com essa aridez que desconhece as necessidades de outro ser, que usa dos recursos públicos para sua própria satisfação, que se farta na fartura matando de fome e seca tanta gente.

Senhor, tem dó do meu povo e manda um pouquinho d'água para meu sertão.
Faz a caatinga florir de novo, os pastos ficarem verdinhos para que os animais possam crescer e procriar.
Faz meu povo ter água pra beber, Senhor.
Traz de volta a esperança para os corações que já estão desesperançados.

E como dizia o poeta do sertão,
Oh, Deus, se eu não pedi direito o Senhor me perdoe, eu acho que a culpa foi dessa criatura que nem sabe fazer oração ...



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Saudade tem tamanho?


Será que é possível mensurar o tamanho de uma saudade?
E se fosse, qual seria a ordem de grandeza que eu poderia utilizar?
Seriam os metros, quilômetros, anos luz?
Ou seriam os litros, milímetros, as horas?
Quem sabe até a velocidade da luz?

Se saudade se medisse não saberia eu dizer o tamanho da que sinto agora.
Da sensação saudosa e carinhosa que me toma nesse momento,
Da vontade de buscar o complemento
ao contemplar tua imagem.

O coração aperta, um suave calor me toma, algo gostoso.
Algo com vontade de ser saciado, atendido.
Bastaria apenas lhe ver, nada mais.
Ver-te de perto, poder olhar teu rosto e ouvir tua voz.
Apenas isso.

Desejo pouco?
Não. Desejo tudo.
Mas a beleza do sentimento que me toca nesse momento
não merece ser molestado pelo tesão.
Ele pede apenas presença e carinho.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A morte e o morrer ...

A morte.
O que é morrer realmente?
Será que é o findar das funções orgânicas 
de um corpo?
Sinceramente, não acho.

Acho que morrer é muito mais amplo do que simplesmente a perda de tônus vital 
e da manifestação de um corpo.

Morrer é algo muito mais profundo.
É quando a gente se sente vazio por dentro, oco,
tal qual um buraco negro, uma força lhe puxa para dentro de si mesmo
para o não ser, o não existir.
Morrer é perder o prazer de viver
deixar de querer ser.

Por isso o morrer do corpo é muito melhor.
Ruim é morrer em vida como muitos morrem.
Sem rumo, sem norte, sem prazer, sem alegria de viver.

Em outra oportunidade eu disse: feliz de quem morre bem morrido!
Porque nada há de pior do que morrer sem fenecer,
deixar de existir ainda existindo
findar-se ainda sendo.

Medo de morrer? 
Não o tenho porque sei que permaneço existindo
Tenho medo é de morrer em vida, 
Porque ai a dor e o sofrimento serão superlativos.

E se isto me acontecer terei como única opção
ficar aguardando ansiosamente o dia
em que esse corpo físico perca o viço,
e se transforme de novo em magia.