terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um 2014 cheio de vida e cores pra você!



E 2013 vai terminando.
Um ano com dores, alegrias, conquistas, desilusões, amadurecimento, reflexões.

O calendário humano diz que é hora de partir para um novo recomeço.
Fecha-se um ciclo para que outro seja aberto.
Encerra-se uma jornada para que outra seja iniciada.

Por isso, à você que nesse ano amou, chorou, sorriu, abraçou, conquistou, realizou, eu desejo que tudo tenha lhe trazido um maravilhoso e sólido aprendizado. 

E que 2014 traga para cada um de nós a consolidação daquilo que buscamos, seja pessoalmente, seja materialmente falando.

Que o ano que se inicia possa ser igual ao arco-íris: cheio de cores.
Do verde da saúde.
Do amarelo da alegria.
Do vermelho da paixão por tudo o que faz.
Do laranja da amizade.
Do azul da serenidade.
Do anil da espiritualidade.
Do violeta da transmutação de tudo o que precisa ser modificado em sua vida.

Um beijo grande e feliz 2014!!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Uma luz chamada Jesus


Hoje o mundo está em festa.
É o dia Dele.

Coube a Ele o desafio de fazer os homens verem, na prática, como era possível se vivenciar a lei.
Coube a Ele mostrar como a humanidade podia viver o amor em toda sua pujança.
Coube a Ele trazer esperança aos corações sofridos, desesperançados, desgostosos da vida.

Ele foi o farol que guiou àqueles que navegavam sem rumo pelos mares da vida.
Ele foi o porto seguro para os viajores cansados das lutas da jornada.
Ele foi o aconchego para aqueles que choravam.
Ele foi o amor em vida, praticado.

Ele chamou-se Jesus.
E só de seu nome já brotava a luz.
Luz que era vida, e vida em abundância.
E que até hoje irradia pela planeta Terra.

Neste natal desejo que possas deixar teu coração ser tocado pela luz que vem Dele, para que ele possa fazer toda a diferença em tua existência.

Feliz Natal.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O desafio de construir pontes ...

Há um tempo atrás em falei em muros. Hoje quero falar de pontes.
Viver nem sempre é uma coisa simples. Por nada mais, nada menos, que as crenças que baseiam as nossas escolhas na vida. Cada ser humano é um mundo particular, único e que se movimenta ao longo do caminho de acordo com as referências que recebe e aquelas que constrói para si mesmo.
Não tenho medo de errar ao dizer que o desconhecimento dos reais motivos que nos levam a tomar essa ou aquela atitude é o principal fator de nossas aflições e angustias. Isso porque, por desconhecermos o que nos vai no íntimo, as motivações que nos movem, seja porque não fomos educados para nos ouvir, seja porque não queremos mesmo mergulhar em nós próprios, o fato é que tomamos decisões e definimos rumos baseados, na esmagadora maioria das vezes, no "reagir" e não no "agir".
Apenas reagimos diante do que a vida nos oferta que, por sinal, nada mais é do que a resposta do que jogamos para ela. A lei é simples: ação e reação.
Quantas vezes por orgulho, melindre, mágoa, deixamos de tomar o caminho certo, de estar com as pessoas certas, de colocar o carro de nossa existência "no rumo" que ele deve tomar. Sim, alguém dirá, mas "tudo acontece na hora certa". Sim, é verdade. Mas também creio ser verdade que nós podemos retardar essa hora, fazendo opções ou deixando simplesmente de fazê-las por medo, por acomodação, pelo receio de tentar.
Hoje escutei uma simbologia interessante: é como se a gente soubesse que precisasse atravessar um campo minado para poder chegar num oásis e, por medo de não saber onde está a "mina" ficássemos estáticos, paralisados no lugar, mesmo tendo intimamente a certeza de que poderíamos chegar do outro lado e encontrar o que buscávamos. Assim estagnamos, nos paralisamos e vamos perdendo tempo, um tempo por vezes precioso de estar com alguém, de iniciar um novo desafio profissional, de dar um novo rumo em nossa existência, de mudar para sempre nossa história.
Quando não desenvolvemos a "escuta" de nossa voz interior bloqueamos os canais de crescimento, de florescimento que a vida nos oferta. E como é doloroso você perceber, quando consegue, que é a si mesmo que se deve atribuir o não alcançar dessas metas, anseios e/ou desafios necessários ao seu desenvolvimento.
Vejo cada vez mais, com uma clareza que me assusta, o quanto somos movidos pelos medos, receios e como nos defendemos deles através de um dos piores conselheiros: o orgulho. 
Pessoas há que não conseguem falar de si, do que sentem, complicando ainda mais a situação por não saberem administrar os sentimentos e emoções.
Quiçá chegue o dia em que todos nós, seres humanos, percebamos a beleza e a necessidade que é mergulhar nesse lago por vezes escuro, por vezes assustador, que é o nosso próprio Eu. Muitas vezes será um salto mortal, daqueles que teremos que nos lançar ao desconhecido de um alto despenhadeiro. Outras, serão mergulhos prazerosos, gostosos. Em qualquer uma dessas situações, será um momento de conquista, da conquista de algo muito importante: nós mesmos.
E ai sim, vamos poder amar e ser amados sem nada cobrar do outro; vamos poder ser o que verdadeiramente somos amando nossos erros e acertos, usando de auto amor e auto indulgência para conosco.
Vamos poder nos mostrar sem receio, aceitando nossa falibilidade, nossas limitações e vivendo o que de melhor temos dentro de nós.
Ai sim, vamos construir pontes com outras pessoas, principalmente com aquelas que falam forte ao nosso ser, ao invés de erguer muros, barreiras ou trincheiras. E essas pontes serão sólidas porque vão ser edificadas com o material mais sólido e duradouro que existe na natureza: o amor.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Deixe brilhar a sua luz!

E no final da tarde desse sábado, a lua estava esplendorosa.
Iluminada, clara, apesar da escuridão que se aproximava.
Numa prova da natureza de que a luz sempre se sobressairá às sombras,
sejam elas interiores ou exteriores.
Não importa quanto tempo insistamos em permanecer apartados dela.
Em algum momento de nossa vida ela, a luz, retornará vivaz, plena, pujante.

Nenhum ser humano pode se abster de procurá-la.

Nem animal ou vegetal vive sem ela. E no primeiro grupo também estamos nós.
As sombras que obscurecem nossa alma, construídas por nós há milênios, um dia precisam iluminar-se.
Os muros edificados pelo orgulho, a arrogância, a vaidade, necessitam ruir.
E quando esse momento mágico e doloroso chega é a oportunidade do recomeço, da plenitude.

Completar-se, encontrar-se, renovar-se são as palavras de ordem do momento.

Tenha a coragem de encarar suas sombras.
Vista o manto do desafio de desiludir-se das ilusões sobre si mesmo e o mundo que te rodeia.
Aceita a vida com o que de melhor ela te oferece.
Entende que não há castigos ou punições, e sim resultados de tuas escolhas ao longo de tua caminhada.
E deixa fluir ....

Deixa fluir a vida que te convida à renovação.

Deixa fluir o amor que te convida a novas experiências, aos encontros e reencontros.
Deixa brotar a planta da esperança de dias melhores em tua vida.
Te impregna da coragem, do auto amor, da compreensão e aceitação de tua falibilidade.
E confia.

Confia na vida sempre generosa de novas oportunidades.

E assim como a lua, que brilhará plenamente cheia essa semana, deixa também que a tua própria luz brilhe e te faça sentir aquilo que verdadeiramente és: filho de Deus.

Boa semana.

Xanda

sábado, 30 de novembro de 2013

Não sei o que dizer...

E quando se deseja falar e não se consegue?
Seja porque não se sabe o que quer o coração, seja porque haja uma grande confusão em você?
Há noites em que desejaria apenas escrever, escrever, mas por dentro não sei sobre o que.
Coisa estranha essa.

Há um impulso que me move. 
Há algo que aqui dentro se move.
Mas eu, na minha imensa dificuldade,
perco-me no tempo e no debate sem saber com o que.

Seria a saudade a querer aparecer?
Seria o desejo ansiando por algo a me dizer?
Ou seria simplesmente o anseio inconsciente de um coração
que deseja apenas te ter?

Não sei.
Por ora não encontro resposta.
Por isso deixo fluir essa prosa,
apenas por não saber o que dizer.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

É preciso calar ...

Sim, as vezes é preciso calar.
Calar a voz que sai para ouvir a voz que vem de dentro.
Sim, as vezes é preciso aquietar mente e corpo.

Nesse calar mergulho no meu eu.
Ouço sem medo minha voz interna.
Busco sentir seus anseios, busco conhecer suas metas.

No silêncio da casa,
ouço a voz do mundo. Do meu mundo.
E busco ficar em paz.

Aos poucos o pensamento viaja
e o sentimento vai junto,
em busca de outra alma.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Em que muros você tem alicerçado a sua vida?!

Olá pessoal, tudo bom com vocês?
Hoje eu quero falar de muros. 
Muros? Isso mesmo, muros.
Mudastes de ramo agora, Alexandra? 
Não, não mudei. Continuo jornalista (até o momento) metida a alguém que reflete sobre a vida, portanto não se preocupe (ou na verdade, comece a se preocupar!) porque não venho aqui falar de muros de alvenaria. Quero falar dos muros invisíveis que criamos nas nossas vidas.

Tenho me pego pensando nesse tema ultimamente.
Nos muros que cada um de nós teve que construir para se manter vivo até o momento, para poder sobreviver em alguns casos, pensando que assim superaria as adversidades que a vida nos apresentava.

É interessante a gente observar que tipos de construções internas, de decisões, pensamentos, determinações nós tomamos ao longo da existência para nos defender daquilo que nos causa algum tipo de dor, de sofrimento, de medo. E não precisa ser algo muito drástico não, tipo uma doença ou a perda de alguém. Basta que seja algo motivado pela nossa insegurança acerca de nossa capacidade de superar um desafio, para que a gente busque ferramentas de defesa que podem se transformar em muros.

Jogamos essas vibrações para o Universo e ele, que não tem senso de humor, nos responde exatamente na mesma medida. Sim, porque nossa mente é energia pura e nossa vida é alimentada pela irradiação que é gerada por ela. E ai me vem a pergunta: será que você alguma vez já parou para se perceber e  perguntar: de que forma me defendo daquilo que me incomoda? 

Porque nós, pela fragilidade da qual somos portadores (uns em maior, outros em menor grau), em algum momento da vida precisamos sim utilizar meios de defesa para que possamos nos manter de pé. Isso é normal e, de certa forma, até necessário. Mas, o problema é quando algo que devia ser temporário, apenas para durar o suficiente até que a gente acalme e pare para pensar, se perpetua sem que nós percebamos.

Há muito motivos que podem nos fazer criar "muros" que nos afastam de pessoas, coisas ou situações. Sentimentos de culpa, medos não trabalhados, ego machucado, orgulhos feridos, sentimentos de menos valia, baixa auto estima, são alguns deles. Para nos defendermos "desses incômodos" usamos da auto defesa e, na esmagadora maioria das vezes, da arrogância, do orgulho e da prepotência, que nada mais são do que expressões de personalidades inseguras, que não reconhecem o seu próprio valor. 

Daí erguemos muros através de projeções que fazemos de nós próprios no comportamento do outro; dos pré-julgamentos (quando nos achamos juízes implacáveis e sábios da conduta alheia, quando não conseguimos nem identificar a nossa própria); mascaramos nossos sentimentos com posturas de indiferença, negando-os como se deixando de olhá-los, eles desaparecessem num passe de mágica. Erigimos regras rígidas de auto conduta por medo de mostrarmos exatamente o que somos, o que sentimos, o que desejamos.

É verdade que muitas construções de defesa são alicerçadas no medo de ser ferido novamente, de ter seu eu violado. Mas, será que apenas erguer um muro vai fazer com que o que está por trás desse medo, seja resolvido? Não estariam ai carências, medo de rejeição, mágoas não trabalhadas?!

Muita gente passa anos atrás dos muros que construíram. Algumas até se acostumam com eles. Mas, outras em determinado momento da vida começam a sentir um peso, um desalento interno, uma falta de estímulo para viver. Perdem o viço, o pouco de auto amor que deveriam ter por si descuidando de si próprias, de suas aparências, não dando valor para sua saúde até!! Parece que elas carregam o "mundo sobre as costas". E por mais que percebam "o peso", elas não sabem o que o está causando, não conseguem detectar de imediato onde está o "x" da questão.

Mas ai a vida, ah a vida!!!!
Se tem uma coisa que gosta de fazer brincadeira com a gente é a tal da vida. 
A vida se encarrega, em determinado momento da sua existência, de fazer com que "o muro" venha abaixo. E ai, você se vê em desespero!!!!!! 

Porque ele simplesmente despenca em sua cabeça de uma única vez. Aquilo que já vinha se rachando aos poucos, e por isso incomodando, de uma hora para outra simplesmente desmorona, vem abaixo!!! E você se ver escancarado, indefeso, perdido, sem saber o que danado aconteceu. O que está havendo, se perguntará você!!

O que está ocorrendo é que chegou o momento de você olhar pra si mesmo, para as suas verdades escondidas, negadas e abandonadas para que se dissolvessem ao vento. Porém, nada no nosso Eu se dissolve, ele se transforma pelo poder da renovação, do fogo da coragem do auto encontro, da faca afiada da verdade interior que nos causa momentâneos momentos de dor, inevitáveis, mas necessários.

E o bom de ver um muro ruir é pensar que, naquele lugar onde antes havia a separação de Ti do mundo que te cercava ou das pessoas que estavam nele, de repente pode nascer algo novo, mais bonito, mais saudável, mais feliz. Que você pode pegar as pedras que antes te separavam de algo ou de alguém e construir uma bela ponte que te interligue à felicidade, ao prazer de viver, à uma existência de paz e de realizações. 

Por isso hoje, te convido a refletir: que muros erguestes em tua vida para te sustentar em determinado momento da existência e que agora, sem que tu percebas, estão te sufocando, retardando a tua vida, dificultando e atrapalhando o teu caminhar rumo a felicidade que tanto desejas?!

Quem sabe não encontras nessas despretensiosas palavras o caminho para as perguntas corretas que irão te fazer encontrar as respostas que vinhas buscando?!

Boa sorte.
Bjs e boa semana para você.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

No campo dos sentimentos

No campo dos sentimentos
as vezes há paz, 
as vezes há tormentos.
dualidade atroz do Ser em busca de ser.

Há dores e amores
Há choros e alegrias
há descobertas e fantasias
No fundo, muita agonia.

Mas se há vida, há esperança
Se há turbulências, também há bonança
Basta apenas ter confiança.

E quando tudo passa
se o aprendizado de tudo foi retirado
o que sobra é conquista e um pouco mais de amparo.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Um dilema...


Na vida há muitos desafios.
Mas cada vez mais me convenço de que o maior deles é amar.
E aqui falo também no que se refere à relação entre homem e mulher.

As dores, os equívocos, as perdas fazem-nos fechar o coração.
O medo de se dar e não ser correspondido ou de sofrer, nos levam a negar o sentimento ou a levantarmos "barreiras" em nosso entorno. O pior é que nos acostumamos tanto com elas que terminamos "calcificando" o coração e quando damos conta, estamos secos de amor.

Mas também acredito que, já que fomos feitos para amar, chega um tempo em que essas "barreiras" são colocadas à prova. Há períodos em que elas literalmente "pesam" em nós, nos sufocam, nos esmagam, e nesse momento só há uma solução: ter a coragem de lutar para derrubá-las.

Ai vem o medo, o receio. "E se eu sofrer de novo?
Se sofrer de novo é porque ainda tinha algo para aprender, algo para vivenciar, de modo a se fortalecer para o amanhã. 

Mas, só há uma forma de descobrir e crescer: se permitindo sentir.
(Texto escrito no dia 18.10.2013)

E na saudade ...

E na saudade eu te vejo. 
E na saudade eu recordo de ti.
E na saudade tu viras desejo
E é na saudade que te almejo.

Quando perto, anseio teu sorriso.
Quando longe, tua presença.
Aguardo o som de tua voz.
Te busco de uma forma atroz.

E na saudade o medo vira querer.
Enquanto que o receio, um mero lampejo.
(Texto escrito em 18.10.2013)

sábado, 19 de outubro de 2013

A noite e o amor, belezas que assustam.

Hoje quando cheguei em casa deparei-me com uma linda imagem: o terraço todo iluminado, com um rastro de luz no chão. Ao chegar à ele, olho para o céu e outra beleza: uma noite azul clara, salpicada de estrelas e tendo acima de minha cabeça uma maravilhosa lua cheia. Fico de tal forma extasiada que minha vontade é de encontrar uma forma de expressão que pudesse retratar o que eu via, mas não acho.

Por mais que eu tente, as palavras sempre serão formas pálidas de descrever a beleza que contemplo no universo. Uma pena!

É, a natureza é muito generosa conosco.
E é interessante como não somos educados para aprender a senti-la, a observá-la.

A noite para muitos é assustadora, causa pânico. O que eles mais querem é que ela acabe, que nasça o dia. As sombras assustam. E nada pior do que o medo, pois ele nos tira a paz, nos entorpece o pensamento, nos deixa exauridos energeticamente pela adrenalina que ele despende em nosso corpo.

Para outros, a noite é um grande mistério a ser desvendado. É o momento de serenidade e calma, de quietude e contemplação. As sombras não assustam, pelo contrário, são amigas, companheiras, parceiras de jornada. Essas pessoas gostam da noite, mesmo com os seus mistérios. Não têm medo de vivê-la.

Refletindo sobre isso, me vem à mente o medo que muitos de nós possuímos de amar.

Deixar-se tomar pelo amor é como a noite, algo misterioso, encantador. Algumas vezes claro, iluminado, reluzente como o cintilar de uma estrela. Em outras, sombrio, frio, assustador. Só de pensar nele, suamos frio, trememos de medo, nos angustiamos. 

Isso se dá pela forma como "o enxergamos".
Pelo fato de termos cometidos diversos enganos em muitas oportunidades ou de termos sido "feridos em nossos sentimentos", alteramos a forma de sentir o ato de amar e nos "armamos" contra qualquer sinal que ele dê de que está "surgindo no pedaço".

É por isso, que muitos fogem, ou pelo menos, pensam que fogem dele.
Na verdade, só adiam algo que pode ser prazeroso, rico em novas experiências e descobertas. Desafiante, sim, afinal, o ato de conviver e amar alguém significa também doar-se e no mundo cada dia mais individualista em que vivemos, isso é, para muitos, uma coisa inadmissível!!

Sabiamente falou o Beto Guedes: "o medo de amar é o medo de ser livre para o que der e vier".

E como é triste viver preso a si mesmo, algemado ao medo, acorrentado ao desamor, sofrendo com o ressecamento do sentir, única e exclusivamente pelo "medo de sofrer". 

E ai, resgato o querido Vinícius de Moraes: "quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu. Porque na vida só se dá pra quem se deu. Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu. Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não..."

Temos medo de amar porque somos muito egoístas, eis, no fundo, a questão.
Queremos certezas de que tudo dará certo, quando elas não existem nunca. Queremos não ter que sofrer "a dor do crescimento" que uma relação nos oferece, com suas conquistas e perdas, aprendizados e decepções. 

É certo que muitas de nossas dores são causadas pela forma equivocada que entendemos o que seja amar. 

Seria mais fácil se pudéssemos entrar numa relação baseados na verdade, no respeito mútuo, na admiração recíproca, na vontade de compartilhar, no companheirismo. Entretanto, ainda estamos naquela de achar que o outro tem a obrigação de suprir todas as nossas carências, necessidades, vontades e desejos. Só que nos esquecemos que o outro pode, também, esperar de nós a mesma coisa. E por isso, construímos relações doentias, que ao invés de nos fazer progredir, nos engessam.

É.
Amar, de fato, ainda não é fácil para nós.
Mas, quem sabe, um dia a gente não use aquilo que mais tememos, justamente como a nossa principal ferramenta de libertação íntima?! E com isso, consigamos nos livrar das amarras que nos infelicitam há tanto tempo?!

Torço sinceramente para que esse dia chegue.


domingo, 13 de outubro de 2013

Contemplando a noite e a vida.


Hoje a noite não tem lua, mas tem um lindo manto negro salpicado de pequenos diamantes.
A imagem é tão bela que eu, que ia me deitar, quedei-me a contemplá-la.
E aqui estou na janela olhando-a.

Gosto da noite.
Ela possui um encanto próprio, único, só dela.
Contemplar o cintilar das estrelas me enternece e alegra.
Me encanta e ao mesmo tempo me acalma sentir a simplicidade que a noite traz.
Ela faculta a possibilidade de refletir, a serenidade ou, até nada pensar.

Gosto mais ainda quando ela vem acompanhada do silêncio.
À noite é possível ouvir o som do silêncio. Sim, porque o silêncio também fala!
Aos poucos a vida se acalma.
Eu também.

O momento é apenas de contemplar e sentir.
Sentir a vida em mim.
Contemplá-la no infinito.

(Madrugada do sábado, 13 de outubro de 2013)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

E tem luar?

E tem luar no céu?
Tem sim, senhor.
Tem lua crescendo mansinho,
devagarinho, devagarinho.

Tem noite ficando iluminada,
céu ficando azulado,
nuvem achando graça
e cantador ficando encantado.

E breve, muito breve.
Tem belezura e esplendor no céu
tem lua cheia prateando o mar
tem coisa linda pra se olhar.

E já tô contando os dias e as noites
pra poder contemplá-la
e lembrar mais uma vez 
que a noite também é clara.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

No silêncio ...

E é no silêncio que eu escuto:  
o som do mundo,
o som da vida,
a mim mesma.

E é quando assereno a mente que eu ouço:
o som do meu coração,
o som da minha emoção,
a minha voz interior.

E nesse ouvir encontro:
serenidade para caminhar,
paz no meu eu.

E assim percebo que:
há vida em mim.
A vida sou eu.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ao poeta ...

E nem só de amor vive o poeta. 
Ele também pode inundar-se de paz.
Impregnar-se com o azul do céu.
Embriagar-se com o orvalho das flores.
Encantar-se com o calor do sol.

Por que não namorar a lua?
Conquistar o brilho das estrelas?
Embalar-se com o cantar dos pássaros?
E aconchegar-se no regaço da relva verde?

Para fazer um poema 
ele não precisa apenas de um amor.
Precisa, isso sim, 
sentir o ardor da vida ao seu redor.

E se ele reparar direitinho 
verá que em tudo isso há amor, há carinho.
Em toda a vida que o cerca há paixão.
Bastando apenas que ele a enxergue com igual adoração.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

No azul do mar.

E aqui contemplo o céu e o mar.
Vejo ao longe o colorido do infinito em seu degradê.
Quem o pintou, belo céu?
Quem te coloriu com tanta sabedoria?

Ah, já sei!
Me dirás que foi o dia.
Mas, como foi o dia se ele já se despede,
Se sua luz se esvai?

Ah, tá.
É a luz do sol que se despede de ti e de mim.
Que te fez colorir e sorrir
Que te fez brilhar com tanto esplendor.

Então, digo obrigada ao sol
Pela generosidade da luz,
Pelo calor que conduz
Meus olhos para tanto encantamento.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Aprendendo com a sabedoria da lua ...

Para onde te vás, amiga lua?  
Por que já partes se está tão cedo?
Quem definiu que devias morrer sempre em meu horizonte, perdendo tua força e brilho?

(A lua)
Ah, minha amiga,
a hora é de partir.
Preciso ir pois novos caminhos hei de cruzar.
Para isso necessito me diminuir, me anular, para mais adiante resplandecer e te encantar.

Mas amiga lua,
porque não podes simplesmente manter-te bela e brilhosa todo o tempo?
Por que precisas te esconder por algum tempo,
para só então retornar?

(A lua)
Ah, minha amiga!
Em tudo na vida há sabedoria.
Sumo para que também aprendas a contemplar o dia, para que possas por ele almejar.
Porque nada mais doloroso para o ser do que a escuridão,
seja ela da noite ou do coração, e que só a luminosidade do dia pode aliviar.

Então, amiga lua
dize-me em tua sabedoria.
O que fazer se mesmo de dia,
não conseguimos sorrir e sonhar?

(A lua)
Ah, minha querida.
Para a dor que nubla a alma
só a estrela verde da esperança a acalma.
Ela brilha com força e aquece os corações gelados.
Ela renova a fé e dá força aos desesperados.
Ela é o archote que ilumina o caminho.

Mas, amiga lua
como fazê-la brilhar no coração,
quando a mais simples emoção não conseguimos harmonizar?
Onde resgatar os sonhos perdidos,
os amores queridos que não mais vão voltar?

(A lua)
Amiga querida,
lembra-te de minha sabedoria.
Se ontem foi noite, amanhã será dia
e tudo o mais vai passar.
Pois, não há noite eterna sem luz.
Porque o dia fatalmente há de chegar
e com ele tudo iluminar.

Porém, recorda-te de algo importante:
não importa em que exato instante deixastes de acreditar.
Saibas que um dia, assim como eu, que morro, renasço e brilho a todo instante.
Também tu voltarás a brilhar.

domingo, 22 de setembro de 2013

Questionamentos ...


Dor. 
O que é a dor?
Algo que incomoda sem falar.
Algo que se sente sem pensar.
Algo que parece nunca acabar.

Fim.
O que é o fim?
Algo que se foi sem nunca ter sido.
Algo que, quem sabe, podia ter acontecido.
Algo que se partiu sem nunca se ligar.

Começo.
O que é o começo?
A esperança de um amanhã.
A ânsia de uma alma irmã.
A necessidade de caminhar.

Destino.
O que é o destino?
Algo determinado a nunca mudar.
Algo que se pode alimentar.
Caminhos necessários a cruzar. 

* Texto de 10.09.13

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Só vê a lua quem a observa com o coração...

Já me perguntaram em diversas oportunidades: "o que danado você vê nessa lua cheia?!"
E eu respondo: nada.

E é verdade.
Porque minha adoração pela lua cheia não é oriunda do que vejo, mas sim, do que sinto quando a contemplo. 

Teoricamente a lua sempre é igual: nova, crescente, cheia ou minguante, ela sempre tem a mesma posição, cor, nasce e morre nos mesmos lugares. Não há diferenças substanciais.

Porém, não é o que vejo, mas o sentimento que ela me traz que me faz mensalmente ansiar por vê-la, contemplá-la, curti-la. É uma sensação de alegria que as vezes beira a euforia. Em outras, uma deliciosa nostalgia me toma como se aquela visão me trouxesse alguma lembrança muito querida, que não consigo captar mentalmente, como se algo tivesse acontecido há muito tempo e ficado registrado na minha memória espiritual.

De todo o jeito, a lua cheia me traz paz, alegria e encantamento. E depois de um dia estressante de trabalho, de desafios, poder terminá-lo contemplando uma noite lindamente azulada com um belo disco prateado iluminando-a e decorando-a, na boa, não tem preço!!! Por mim, em noites como a de hoje, nem dormir eu dormiria!! Ficaria apenas deitada na rede, vendo o céu a noite toda.

Por isso sempre agradeço muito à Deus por poder contemplá-la, mas ainda, por ter a sensibilidade de vê-la "com outros olhos". 

Enquanto as pessoas reclamam da demora do ônibus, eu aproveito para ficar olhando o céu.
Enquanto as pessoas reclamam do engarrafamento, eu aproveito pra ficar "filando-a" pela janela do coletivo.
Enquanto tem gente que anda cabisbaixa e vai pra casa emburrada e irritada, só vendo o aperto e as agonias para chegar no destino final, eu aproveito para observar a belezura da cor do céu quando a lua tá cheia e busco mudar minha energia e me renovar interiormente.

Ou seja, acho que se tivesse lua cheia por mais dias meus amigos mais próximos iam adorarrrr porque eu ia ficar menos dias rabugenta!!! kkkkkkkkkk

Portanto, da próxima vez que você quiser "achar graça" na lua com os olhos, entenda: só consegue, de fato, enxergar a lua cheia quem observá-la com o coração.
Fica a dica!!
Boa lua cheia pra você e um ótimo fim de semana.
Xanda

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Prepare a sua aquarela para a primavera que chega ...

E essa semana tem lua cheia!!
Pois é, faz tempo que não escrevo e hoje resolvi dar o "ar da graça" por aqui.
Mas também tenho dois bons motivos para isso: primeiro que nesta quinta-feira (se São Pedro deixar, claro!!) tem lua cheia pra nos encantar a noite. E segundo porque no próximo domingo começa a primavera. Ou seja, temos uma semana particularmente especial.

Gosto muito da simbologia da passagem do tempo.
Antigamente, quando não existiam relógios ou essa noção de dias que temos, se usavam as fases da lua para defini-lo. Pela quantidade de luas se sabia quando chegava a próxima estação e assim as comunidades já se preparavam para ela.

Esse ano parece que, por aqui, o negócio tá meio bagunçado pois, em pleno mês de setembro ainda temos um monte de chuva caindo. O tempo ficou de "pernas para o ar".

Mas o fato é que a mudança de estação mexe com a gente.
E não é pra menos, já que fazemos parte do ecossistema deste planeta Terra (apesar de muita gente se esquecer disso). 

Passamos o período do inverno recolhidos, escondidos dentro dos agasalhos, das casas, para nos proteger do frio e da chuva. Só saímos porque é o jeito, temos que trabalhar, mas se pudéssemos mesmo passaríamos os dias em casa e na cama. Há momentos na vida em que nos sentimos assim: com vontade de ficar escondido, sem contato com ninguém, isolados apenas conosco mesmo. São momentos importantes onde a vida nos chama às reflexões necessárias para que possamos colocar o "carro de novo no rumo". São salutares. Porém é necessário se ter cuidado para que essa "reclusão" não se transforme em depressões, isolamento permanente da vida. Ai, já passamos do período sadio para o doentio.

Terminado o inverno chega a primavera!!
Ela vem linda, calorosa, colorida, cheirosa. A vida se renova em tudo e em todos: nas plantas, nos animais, nos humanos, nas cores dos dias. É um encanto só!!! Dá gosto de olhar o mundo, pois o que antes era cinza fica colorido. As pessoas começam a sentir a necessidade novamente de conviver, de se encontrar umas com as outras, de trocar energias, sorrisos. Não é a toa que a primavera é vista como o período da sedução, da beleza, pois instintivamente os seres sentem a necessidade de estar com o outro, de permutarem energias e sentimentos. Nos tornamos mais atraentes para nós e para quem nos cerca. Voltamos a ter prazer de estar no mundo.

E é em mais um período destes que vamos entrar no próximo domingo, dia 22 de setembro.
E atente que a vida vai estar lhe chamando mais uma vez para ela, para que você possa colori-la com seus tons preferidos, com as nuances que mais lhe agradam. E ai, me vem a pergunta: com que tonalidades posso colorir minha vida pelos próximos meses?!

Bom, se eu pudesse escolher gostaria de usar o rosa do amor, o amarelo da energia e alegria, o verde da saúde, o lilás da transmutação de energias e o azul da tranquilidade. Tá, pode ter uma boa quantidade de vermelho/paixão que não faz mal a ninguém de vez em quando.  ;)

Como adoro cores não posso pensar numa primavera "monocromática". Quanto mais colorida ela for, para mim melhor. Mas, essas cores em especial, gostaria de usar nesses próximos meses. 

E você, já escolheu as suas?!
Ainda dá tempo de pensar nelas até domingo.
Portanto, boa lua cheia e boa escolha de cores para sua primavera.
Bjs
Xanda


Encontros e desencontros ...

Um encontro
Um desencontro
Um reencontro
O que encontro?
Ah, não conto ... 


sábado, 7 de setembro de 2013

A vida que pulsa em mim ...



É noite de sábado.
E eu estou aqui, na paz de minha casa a ouvir a música.
Sim, hoje tudo de que necessito é da melodia, da harmonia do som.
O som que acalma, o som que envolve, o som que me toca.
E por ele me deixo envolver asserenando minh'alma, relaxando a tensão, asserenando a emoção. Ou deveria eu dizer deixando-me tomar pela emoção?!

Deixo a música varrer meu ser, penetrar minha alma, aliviar o coração.
Sinto-me viva, plena, em conexão com o meu eu mais profundo.
Apenas um violino e um piano, um som e uma harmonia.
Não há vozes, mas não há a necessidade delas. 
Eles falam a mim, dizem-me da beleza do sentir, do deixar apenas fluir.
Relaxo, me acho, me encontro, volto à harmonia.
E na magia do violino me perco na alegria do sentir,
sentir a vida pulsando dentro de mim.


sábado, 31 de agosto de 2013

Não estou fazendo aniversário, estou fechando ciclos ...

Pois é.
Antes que perguntem, já acordei depois que nasci. Hoje o povo teve "pena" de minha pessoa e não me acordou às 4h da matina, só às 5h.  kkkkkk

O sábado amanheceu com toda cara de fechamento de ciclos. E nada como uma música clássica, Debussy preferencialmente, para começar esse dia.

E  lá se passaram mais sete anos ...
De sete em sete anos fechamos um ciclo de vida e hoje fecho "7x6", ou seja, já cruzei o cabo da boa esperança e faz tempo!!!!  =)

E esses últimos sete anos foram daqueles bem intensos!! Muitos aprendizados, alegrias, conquistas, perdas e também determinações. Hoje quando fecho esse período vejo que realmente a vida é cíclica e que, de tempos em tempos, a gente se reencontra com coisas ou pessoas.

Acho que um dos grandes ganhos desse período é aprender a ter qualidade e não quantidade de coisas ou pessoas na vida e, também, entender que tem coisas que só a gente pode fazer por nós mesmos. E uma das mais importantes é aprender a se amar, a gostar do que se é.

Esse aniversário veio com cara de "fechamento" mesmo.
Não apenas mudo de data de vida, mas também mudo de trabalho e de função mostrando, claramente, que um ciclo se fechou em minha história. A partir de segunda-feira, dia 2, passo a ancorar o programa CBN Total, da Rádio CBN Recife, pelos 97,1FM. Deixo o trabalho de reportagem, algo mais braçal, corrido, dinâmico, para encarar o estúdio, os ouvintes e os entrevistados. Uma mudança que chega numa hora bacana, quando acho que tenho condições de dar conta. Novo emprego, novos desafios, novos aprendizados. Que bom!

Mas isso também traz uma perda: vou deixar o convívio diário com amigos e colegas de profissão que faziam das minhas manhãs algo delicioso na rua. As esperas intermináveis nas coletivas onde a gente aproveitava para rir muito, conversar, reclamar, mas curtir. Ai, gente, vou sentir falta das piadas, das paródias, dos stress para conseguir "gravar com o governador", a ansiedade pela pergunta da turma de política que podia render uma matéria a mais. Mas, não vou sentir falta do cheiro de fumaça dos incêndios não, tá?! Nem dos protestos com pneus queimando, das balas de borracha, nem dos gases lacrimogênios. kkkkkkkkkk  Por isso, nessa mudança, deixo um beijo mais do que carinhoso a todos os meus companheiros de rua e de redação, na Rádio Folha. Saudades roxas de vcs!!

Nesse momento de transição impossível não lembrar do meu pai, Edilson Torres, que foi um dos maiores comunicadores do rádio pernambucano. Começou nos carros de som de Otoni, em Vítória de Santo Antão, depois veio para o Recife e começou a trabalhar como repórter na Rádio Clube de Pernambuco nos anos 70. Logo em seguida estava como noticiarista (naquela época tinha essa função, ou seja o cara que lia as notícias) e chefe na redação. O cara coordenava oito repórteres simultaneamente só no horário da manhã, pode?!! Ai muita coisa mudou no rádio pernambucano. 

Veio o primeiro jornal do rádio, às 6h da manhã e ao meio-dia, o "Mundo em Suas Mãos", no qual o Redator de Plantão, da Rádio Jornal, se inspirou. Veio "Gino César e seu Plantão de Polícia". E veio a Super Manhã com quatro horas de programa, onde estava incluso o primeiro programa humorístico e de cultura, a velha "Hora do Fuá" com o Profº Ranço, Pai Gay e tantos outros personagens que faziam a manhã passar muito rápido.

Lembro que quando passei em jornalismo, lá pelos idos de 1989, entrei na Unicap na segunda entrada, ou seja, em agosto de 1990. E ao invés de ficar sem fazer nada por seis meses fui para a Clube com Edilson começar a conhecer as coisas, andar no ambiente, ver como tudo se processava. Acompanhava ele separando as notícias dos jornais que ia ler, colava-as nas folhas, ajudava a levar o material para o estúdio. Lembro que a primeira vez que tive que falar ao microfone foi para ler o nome de um ouvinte que havia sido contemplando num sorteio. Meu Deus!!!! Eu tremia inteira!!!!! kkkkkkkkkkkk Pense num aperreio de vida?! Quantos anos eu tinha? 18. De lá pra cá, muita coisa aconteceu e o microfone deixou de me assustar. (Mas não pensem que não vou tremer quando o programa começar segunda, tá?!)

E hoje agradeço à Deus a benção da vida, de ter tido um pai que pôde me inspirar profissionalmente e me dar apoio, por poder recomeçar. Essa nova fase de minha vida, dedico à você, Pai, porque sei que estás contente e feliz por mim e, tenho mais certeza ainda, vais estar comigo nesse início de desafio me inspirando como sempre. Uma vez você me disse, depois que voltou pra casa, que ainda íamos fazer muitas coisas juntos. Espero que elas estejam começando pra valer agora porque mais do que nunca vou precisar de seus conselhos, inspirações!!!

No mais, quero hoje mais uma vez agradecer também à minha família, aos amigos mais do que chegados, aos colegas, aos companheiros de trabalho (espíritas e jornalistas), enfim, MEU MUITO OBRIGADA por vocês existirem, tá?!!! Sem vocês, podem ter certeza, de que minha vida seria muitooooo chata!!! E agradecer também, e muito, aos amigos do lado de lá que nos dão suporte, carinho e "puxões de orelha" também. Haja TAC!!! (termo de ajustamento de conduta, kkkkk)

Bom, já são mais de 6h da manhã, o silêncio e a tranquilidade toma conta aqui do entorno do apartamento. Bom poder começar o dia assim, serena. Vamos ao dia?!!!  ;)

Um beijo grande meu povo e mais uma vez, obrigada por tudo!!


sábado, 3 de agosto de 2013

Na beleza da aurora ...

E o dia hoje amanheceu estrelado.  
No céu uma lua minguante, acompanhada de pequenas estrelas, assistia com carinho a chegada do sol, da luz.
Naquele momento não havia pressa, não havia ansiedade. 
Apenas a calmaria e a doçura do maravilhoso despertar da vida.

Na noite que se tornava mais clara, todos dormiam.
Os pássaros ainda não cantavam. Apenas um galo, ao longe, dava seu sinal de vida.
Uma brisa fresca tocava meu rosto enquanto eu caminhava.
Era mais um dia que nascia.

E na sabedoria da natureza que me cerca, contemplo a beleza da Criação.
Que sábia e doce alterna os momentos de paz e de agitação.
Sinto a brisa mansa que toca o meu rosto...
Sinto a vida que nasce e que preenche a imensidão.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Valeu Dominguinhos!!


É uma característica minha não gostar de ficar pedindo pra tirar foto com seu ninguém, dito "famoso", só porque é um artista. Tenho o costume de não idolatrar as pessoas pelo cargo que possuem ou por serem pessoas conhecidas. Pra mim, são seres humanos iguais a mim. Mas algumas pessoas são especiais pelo que são ou pela obra que executam. E com Dominguinhos eu tive que abrir a exceção, aproveitando uma coletiva do carnaval de 2012. 

Lembro que no dia comentei com minha querida Katherine, do G1, que gentilmente registrou o momento, que eu tinha que aproveitar aquela oportunidade porque não sabia quanto tempo mais de vida ele teria. Compartilhou ainda a foto meu colega Jaderson. Hoje, dia 23 de julho de 2013, finalmente descansou do sofrimento físico nosso querido Dominguinhos.

Fico um pouco mais orfã, eu que sou amante da música nordestina, apaixonada pelo som da sanfona e do acordeon. Já havia me despedido de Sivuca, agora tenho que dizer até breve a esse nordestino que com sua simplicidade e timidez no palco fazia seu instrumento falar sem uma palavra.

Dominguinhos vou sentir muita falta de seu talento, meu caro, mas lhe agradeço a generosidade de tê-lo compartilhado conosco, nordestinos que amamos o que somos e nossa cultura.

Vai com Deus. 
Desapega-te do que aqui fica e vai abrilhantar os grupos musicais do plano espiritual. 
Tenho certeza de que hoje tem forró e dos bons por lá, pra recepcionar-te. Seu Lua, Sivuca, tudinho te esperando para fazer um arraiá daqueles "danados de bom".
Um bj no coração de sua fã, Alexandra.