sábado, 29 de junho de 2013

É noite ...


É noite.
E eu estou aqui em paz.
Uma paz que não sentia a muito tempo. Uma vontade novamente de sorrir.

É noite.
E eu estou aqui a ouvir a música.
Estou aqui a contemplar a beleza do momento. Apenas sou.

É noite.
E lembranças diversas me vêem à mente.
Momentos dispersos no tempo se tornam presentes. É hora de deixar fluir.

É noite.
E meu coração está saudoso.
Meu coração bate caloroso na vontade de te seguir. Estás bem aqui.

É vida.
Vida de encontros e despedidas.
Vida que não precisa nem de rima. Vida que apenas se deve sentir.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A vida. Ah, a vida ...


As vezes penso que a vida é como uma grande paisagem. 
Viver muitas vezes é uma bela campina onde grama fresca, flores campestres e brisa doce nos colorem e facultam o caminho.
Outras vezes, ela se parece com uma grande montanha, com um caminho definido, íngreme, mas que dá pra você escalá-la.
Em alguns momentos é como se ela fosse uma grande escarpa, sem locais para colocar os pés, difícil de subi-la, assustadora.
Há vezes em que estamos tal qual o viajor perdido no meio de uma grande tempestade, cercado de pancadas de chuva, relâmpagos ferozes, ventos assustadores. Parece que não temos caminho nem saída.

Para cada momento desses em nossas vidas há pessoas especiais.
Criaturas que aparecem do nada, as vezes, para nos acompanhar, nos sustentar, nos acalentar.
Seres que pelo simples fato de existirem já nos alegram.

Assim é a vida.
Cheia de encontros e desencontros.
Altos e baixos.
Turbulências e calmarias.
Mas sempre será vida. 

Acho que a beleza da vida está em saber senti-la. 
Também no compartilhar.
E a benção da vida é dádiva para todos.
A verdadeira alegria da vida é no encontrar.
O real sentido, amar.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O sol raiou na Pátria Brasil ...


A manhã desta quinta-feira nasceu com um ar diferente.
Logo cedo, a chuva lavou ruas e avenidas das minhas queridas Olinda e Recife.
Aos poucos o sol raiou no horizonte. Nascia um novo dia. Nascia com ele a esperança de um novo Brasil.

"O sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da Pátria naquele instante" lembrando que hoje é o dia de milhões de brasileiros dizerem NÃO.

NÃO ao mal emprego dos investimentos públicos.
NÃO a uma mentalidade política do "venha a nós" e "vosso reino" nada.
NÃO a escolas em pedaços, à educação relegada a segundo plano.
NÃO a postos de saúde e hospitais sem o mínimo de condições de atendimento à população.
NÃO aos baixos salários daqueles que verdadeiramente trabalham nesse país, enquanto que meia dúzia recebe muito para nada fazer ou, pior ainda, para desfazer as coisas.
NÃO ao radicalismo religioso, social, ao preconceito.
NÃO a vermos os mesmos textos se repetindo, apenas com mudanças dos contextos.

Hoje, 20 de junho, é dia do Brasil que "estava deitado em berço esplêndido", mas estertorando, vir finalmente dar seu grito de BASTA.

BASTA de termos a mesma prática política de anos.
BASTA de sermos passíveis diante da miséria de nossos irmãos vivendo em condições sub humanas enquanto, aqueles que deveriam lhe minorar a situação estão em seus apartamentos e casas de campo de luxo.
BASTA de ver animais morrendo e pessoas passando fome e sede porque os políticos querem fazer da seca seu "cabide eleitoral".
BASTA de ver uma criança pedindo esmola na rua para ter o mínimo que comer ou cheirando cola para enganar a dor da fome.
BASTA de acharmos que jeitinho brasileiro resolve tudo e que levar vantagem é a grande sabedoria do nosso país.
BASTA de ver as pessoas discriminando umas as outras por causa do credo que professam, da forma de amar que escolheram, do time que torcem, da cor que envergam no corpo.

A grande sabedoria do povo brasileiro deve ser aprender a ser ÉTICO, FRATERNO, ALTRUÍSTA, ALTERITÁRIO, AMOROSO.

Por isso hoje, espero que o grito que vem das ruas seja pelas coisas certas, pelo direito à vida que todo ser humano tem de ter com qualidade, segurança, respeito.

"Mas se ergues da Justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge a luta.
Nem teme quem te adora a própria morte, TERRA ADORADA!!
Entre outras mil és tu BRASIL, ô Pátria amada.
Dos filhos deste solo és mãe gentil, PÁTRIA AMADA, BRASIL."

Que hoje a nossa luta seja DESARMADA DE VIOLÊNCIA NOS CORAÇÕES, mas CHEIA DE AMOR POR UMA SOCIEDADE MELHOR.

Alexandra

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sentindo a chuva ...

Sinto o cheiro de terra molhada  
É a chuva que dar o ar de sua graça em minha varanda.
Ouço o ruído da água batendo mansinha no telhado
parece uma pequena sinfonia acalmando minh'alma.

Que delícia poder apenas ouvi-la
chuva que cai, chuva que lava, chuva que leva
Água que renova a vida e me toca
apenas caindo mansa em minha janela.

Sinto o cheiro da terra molhada
sinto o frescor do vento que sopra
Assereno a mente e sinto-me em paz.

Vejo a vida que passa pela minha varanda
Ouço a chuva que lava, leva, vibra 
Sinto a vida plena que recomeça. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Você reage como o ovo, a cenoura ou o pó de café diante da vida?


Oi pessoal!
Semana começando e lá vamos nós para a labuta de novo.
Eu queria aproveitar esse início de semana para compartilhar uma coisa com vocês.
Sábado passado, dia 8 de junho, fui com uma querida amiga assistir a uma peça teatral que estava no Centro Cultural da Caixa, no bairro do Recife, aqui na capital pernambucana. O título da encenação era "Murro em Ponta de Faca", com texto de Augusto Boal e direção de Paulo José.

No palco seis atores representando três casais de mundos completamente diferentes, mas que são obrigados a viver juntos enquanto estão exilados na época da ditadura militar. A peça mostra como cada um reage às situações adversas a que são submetidos, ao medo de serem pegos, à sensação de perigo permanente, às condições insalubres em que são obrigados a viver. Um texto profundo, bonito, com doses certas de drama, reflexão e comédia. O riso parte as vezes de situações tão inusitadas que é impossível contê-lo.

A forma como cada pessoa reage à situação é o "grande mote" do texto. E de onde menos se espera vem as reações mais inesperadas possíveis. Algumas até patéticas as vezes. Outras, desesperadas.

Ao final da peça me lembrei de uma história usada como analogia para representar a forma como reagimos às coisas, baseada no pó de café, na cenoura e no ovo e como eles reagem quando são colocados sob o mesmo ambiente: a água fervente. Você não conhecer essa historinha? A simbologia é a seguinte.

Quando colocados sob o choque da água fervendo esses três elementos, o ovo, a cenoura e o café reagem cada um de uma forma diferente. Diante do fogo o ovo endurece. A cenoura sob a pressão da alta temperatura amolece. Já o café, quando colocado sob o impacto da fervura, nem endurece, nem amolece, ele se adapta, se dilui fazendo sair daquela temperatura agressiva algo saboroso chamado café.

Na peça, cada personagem se assemelhava a um dos elementos da história acima.
Na vida real nós também nos assemelhamos a eles.

Todos nós, vez ou outra, somos colocados sob "o calor do fogo", as vezes, "no meio da água fervente". Parece que vamos morrer cozinhados ou sufocados pelos nossos problemas ou dificuldades que surgem em nossa vida. Algumas pessoas se queimam por dentro, pelo sentimentos de menos valia, de culpa, de desamor que criam dentro de si devido à falta de amor pelo que são. Esse fogo é mais complicado de apagar, já que o bombeiro está dentro da pessoa também, ou seja, só ela pode fazer isso.

Mas o fato é que diante das adversidades cada um de nós responde de uma forma diferenciada.

Há aqueles que endurecem. Se tornam secos, agressivos, querem agredir o mundo para compensar a agressão da qual se acham vítimas. Desejam machucar aos outros como uma forma de compensação pela dor que sentem. Aqui encontramos as pessoas que usam da rebeldia, da raiva, da mágoa diante dos fatos infelizes que ocorrem em sua vida. Se afastam de tudo e de todos. Como se acham vítimas da vida e possuem baixa tolerância à dor, agridem para se defender. Esses "endurecem" e "adoecem" no sentimento.

Outros são como a cenoura, amolecem. Se sentem incapazes de lutar, de persistir, desistem da luta no meio do caminho. Também agem como vítimas mas assumem o ar de "coitadinhos". Essas pessoas se acomodam a situações que as magoam, algumas vezes por sentimentos de culpa, outras devido à baixa autoestima. Se acham incompetentes para mudar a situação, para darem a "volta por cima" e fazerem diferente. As vezes precisam chegar ao fundo do poço para descobrir que só há um caminho a tomar: o da saída, ou seja, lutar por si. 

Há entretanto, aqueles que diante das adversidades não endurecem, nem amolecem. Pelo contrário, saem delas mais fortalecidos, transformados. Essas pessoas são aquelas que aproveitam o momento difícil para tirar o aprendizado necessário ao seu crescimento e buscam não lutar contra, mas sim, buscar os meios, os caminhos, de resolver a dificuldade com resignação, serenidade e, acima de tudo, confiança. E alcançam, se perseveram, seus objetivos tornando-se mais fortalecidos, mais plenos, mais maduros. Estes nem agridem, nem se sentem vítimas do destino. Sabem que tudo chega com um propósito e aproveitam a ocasião para fortalecer a sua fé e a sua determinação.

E você, que teve a paciência de ler essas minhas mal traçadas linhas?
És como o ovo, a cenoura ou o pó de café?
Ainda não tinha pensado nisso?
Pois, boa descoberta e uma ótima e calorosa (não ardente) semana pra ti.
Xanda

terça-feira, 4 de junho de 2013

Adeus GVT


Foram três anos de um longo relacionamento.
No começo, alegrias, festa, tudo era as mil maravilhas.
Nosso relacionamento fluía muito bem, cada um fazendo a sua parte para que essa parceria desse certo. Um probleminha aqui, outro acolá, mas a gente persistia junto.
Até que a coisa começou a degringolar. Ligações sem retorno, sem atenção.
Ausência prolongada de sua presença no meu dia-a-dia sem explicações aparentes.
Mas eu continuava ali, insistentemente.
Até que um dia, não deu mais. E esse dia é hoje.
Hoje se encerra nosso relacionamento. Não tenho nem pena, nem arrependimento.
Ao contrário, sinto certo alívio já que eu só queria ser atendida naquilo de mais básico que eu precisava de você: sua presença e acessibilidade sempre que eu necessitasse.
Mas, como isso não foi possível, mesmo depois de insistentes tentativas, aqui oficializo o fim de nossa união.
Parto para outro relacionamento, mesmo sabendo que todos têm seus problemas. Mas espero que, pelo menos, esse seja mais presente no meu computador e não caia tanto quanto você caía.

E pela sua falta de atenção, agora tenho o prazer de lhe dizer: ADEUS GVT!!!
Agora vou pro mundo dos NETs.