segunda-feira, 27 de junho de 2011

Está na hora de desarmar os nossos corações!

Oi pessoal!!
E ai, como foram de feriadão? Espero que bem.


Hoje eu queria focar esse nosso bate papo num fato que ocorreu nesse final de semana, referente ao resultado de um jogo de futebol. Falo do rebaixamento para a segunda divisão do time argentino, River Plate, ocorrido nesse domingo. Todos os jornais desta segunda-feira trouxeram as cenas de barbárie patrocinadas pelos "ditos torcedores" do time argentino, que resolveram extravasar seu desencanto por um simples rebaixamento em atos de violência e vandalismo. O que deveria ser apenas um momento de lazer está se transformando numa alucinação coletiva.


Fico impressionada com a frequência com que essas cenas têm se repetido, principalmente relacionadas com resultados de partidas de futebol. E fico mais estarrecida ainda ao perceber que, para algumas pessoas, esse tipo de comportamento é "normal". 


Gostaria de começar minhas "elucubrações mentais" a partir deste ponto.
Como podemos achar normal um ser humano se descompensar única e exclusivamente por causa de uma partida de futebol?
Como podemos encarar com normalidade, pessoas cometerem atos de violência e agressão contra outros seres humanos simplesmente porque eles vestem uma camisa diferente?!
Como podemos achar que temos o direito de dilapidar o patrimônio público e alheio com a desculpa de "extravasar a minha raiva"?!


O que me chama a atenção é o fato de que a sociedade não está percebendo no que ela está se transformando: num ser irracional.
Estamos reagindo e não agindo.
Estamos intolerantes e sectaristas.
Estamos nos deixando tomar pelo nosso lado mais animalesco e deixando de usar o racional, a mente, que nos foi dada para ser um instrumento de crescimento e não de destruição.


O pior é que muitos dos que estão envolvidos nas cenas que assistimos são, para a sociedade, pessoas de bem. Pais de famílias, jovens bem criados, profissionais respeitados. Ou seja, são pessoas consideradas de comportamento "normal".


Me lembro de uma colocação que fiz quando ainda era repórter da CBN. Tínhamos ido cobrir a iniciativa nacional de diminuir a violência, através da campanha do desarmamento. Naquela época dizíamos para alguns colegas e amigos: violência não se resolve apenas tirando um revólver das mãos de uma pessoa. É necessário desarmar o coração porque enquanto alguém tiver o instinto de agredir a outrem, seja com palavras ou com uma arma, ainda haverá um ato violento. 


Porque quem tem o "coração armado" vai agredir com ou sem revólver. Ele usa uma faca, um caco de vidro, uma corda, pois qualquer instrumento é uma arma em potencial.
Algumas pessoas podem até não agredir fisicamente, mas agridem verbalmente. Maltratam os que lhes cercam, cometem violência psicológica, destroem sonhos.


Por isso, eu queria que nesse início de semana a gente parasse um pouquinho para refletir em como nós estamos nos comportando na vida: será que essa violência que critico no outro, não está em mim também?!
Será que eu estou sendo um "bombeiro" ou seja, apagando os incêndios para que eles não se alastrem, ou estou mais para o "querosene" que tá botando mais fogo no incêndio que ocorre ao meu lado?!


Se queremos um mundo de paz temos, inevitavelmente, que construí-la primeiro dentro dos nosso corações.
Não ostentamos uma inteligência, para não usá-la. Ganhamos o raciocínio para que ele haja sobre nossos instintos mais primitivos educando-os, aperfeiçoando-os. E não estamos fazendo isso. Estamos nos entorpecendo com drogas, álcool e outros vícios e deixando nossas ações instintivas correrem soltas como se fossemos um cavalo sem freio.


Se ao olhar as cenas ocorridas na Argentina, ou outras similares em qualquer outro lugar do mundo, não estamos nos indignando com isso, então está na hora de pararmos para pensar no que estamos nos transformando.


Para esta semana deixo uma frase de um dos maiores exemplos de pacificação que nossa humanidade já conheceu. Que ela nos sirva de reflexão.
bjs
Xanda


  



"Se queremos progredir não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova". Gandhi

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