segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Já nasci, portanto BOM DIA!

Olá bom dia.
Já nasci.

Vim a esse mundo para uma nova existência às 4h36 da manhã, de um 31 de agosto de 1971. E não pense que nasci berrando como todo mundo, no choro. Não. Nasci calada e tive que levar umas palmadas para confirmar que eu chegava viva a esse mundo de meu Deus.

E hoje aqui estou, 44 anos depois, despertando cedo para celebrar esse nascimento. 
Da janela aqui da sala de casa vejo o céu se aclarando aos poucos com o nascer do sol.
Sim, é vida que recomeça, mais um dia que chega, hoje é dia de celebrar.

Nesta segunda-feira meu sentimento é de gratidão.
Gratidão à Deus por mais um ano de vida, e que ano!
Fecho mais um ciclo de 365 dias onde muitos aprendizados e descobertas ocorreram.
Começo outro ciclo com 365 dias cheinhos de possibilidades novas, de descobertas a acontecer.

E hoje acordei com o texto do Eclesiastes 3, 1-8 na cabeça: 

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; 
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; 
tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; 
tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; 
tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; 
tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; 
tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; 
tempo de guerra, e tempo de paz.

Adoro essa passagem bíblica.
E hoje ela é perfeita pra expressar o que desejo nesse dia de aniversário.

A vida é feita de ciclos.
E os ciclos acontecem a partir das construções que nós mesmos fazemos na vida.

Alguns são dolorosos.
Mas não percebemos que foram nossas construções equivocadas que assim o fizeram, e que a dor nada mais é do que o "corretivo" que a vida dá à nossa forma ilusória de ver a si mesmo e ao mundo.

Outros são neutros.
É o momento da calmaria, da necessidade de reconstrução. É tempo de calar a voz externa para aprender a ouvir a interna, para conhecer quem de fato se é, saber o que se deseja da vida. Observar os sinais daquilo que não lhe é mais útil, jogar as velhas bagagens fora, esvaziar gavetas e quartos, limpar o conteúdo. Aqui as coisas precisam ser consolidadas para que quando se volte a caminhar, nosso andar seja mais firme, mais seguro, sem tantas ilusões.

E há aqueles que são os que chamamos de felizes.
Nesses a vida como que, por encanto, se renova. Algo acontece dentro da gente, uma espécie de alegria muda, mas perceptível, passa a tomar conta do nosso íntimo. Aos poucos o medo vai sumindo, as pernas vão ganhando força, o fôlego volta, e você descobre que está vivo sim, que seu coração ainda tem capacidade de amar, fazer e descobrir coisas. É a hora de voltar a viver em plenitude. Aqui descobertas são feitas, decisões são tomadas, caminhos voltam a ser traçados. 

Assim como diz o Eclesiastes: há tempo de nascer e tempo de morrer.

Percebo que o problema é que muitos de nós deseja, as vezes por livre vontade, ficar presos "ad aeternum" num único ciclo. Ou nos prendemos nos ciclos das dores por anos intermináveis (alguns por uma existência inteira), ou nos acomodamos no da calmaria, ou nos iludimos achando que a vida será um eterno mar de rosas, só de alegrias, prazer e conquistas.

Lendo um novo livro que adquiri do Rubem Alves (meu escritor mais do que preferido, um verdadeiro caso de amor), intitulado "Variações sobre o prazer", encontrei um texto que meio que me "despertou" para uma consciência. Reproduzo-o abaixo: 

A vida é assim: a gente escolhe um caminho na esperança de que ele vá nos conduzir a um lugar de alegria. Tolos, pensamos que a alegria está no final do caminho. E caminhamos distraídos, sem prestar atenção. Afinal de contas, caminho é só caminho, passagem, não é o ponto de chegada. Com frequência, a gente não chega lá, porque morre antes. Mas há uns poucos que chegam ao lugar sonhado - só pra descobrir que a alegria não mora lá. Caminharam sem compreender que a alegria não se encontra no final, mas às margens do caminho. Não foi isso que disse Riobaldo? "O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia..."

Ai vi o nosso equívoco.
Esperamos para ser felizes "apenas" quando isso ou aquilo acontecer, quando obtivermos isso ou aquilo, ou quando a sorte nos favorecer. Mas não percebemos que a felicidade é construída nos mínimos detalhes, na verdade, ela é feita de pequenos e breves momentos de encontros, trocas, aprendizados, construções, que nos levam a um objetivo final: aprendermos a viver.

É no caminhar, no percorrer do caminho que está a felicidade.
Sim, há momentos de angustias, medos, aperreios. Mas eles passam.
A alegria estaria justamente no desafio de os superar, de encontrar os meios para sair deles.

Muitos não tentam recomeçar por medo de erra de novo.
Outros fogem do amor por medo de se magoar de novo.
Outros desistem de viver por medo de encarar os desafios do crescimento.

Mas se é justamente nas novas tentativas que estarão as alegrias das descobertas, do recomeço, porque não tentar?!

Sim, a vida é dual em sua essência.
É feita de sombra e luz, assim como nós.

E por isso minha gratidão profunda à Deus pelo dia de hoje.
Por essa vida que, simbolicamente, recomeça com um novo calendário de 365 dias, com tudo que ela traz.

Muito obrigada Pai, por mais um ano de vida.
Que ele seja pleno de novas caminhadas e que eu saiba observar a beleza que existe nas trilhas que seguirei.

E termino essa minha reflexão comemorativa de "niver", feita ao som do Debussy (minha mais nova paixão!), com um lindo texto de Guimarães Rosa que sintetiza o que sinto:

"Ando com fome de coisas sólidas e com ânsia de viver só o essencial. Pessoalmente, penso que chega um momento na vida da gente, em que o único dever é lutar ferozmente por introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de "eternidade"..."

Beijo grande à você e uma ótima semana! 

* Imagem de Christian Schole Digital

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

DESPERTA e vai pra vida!



O dia amanheceu é hora de despertar.
Acho curiosa essa palavra.

Ela é um verbo com definições interessantes:
- fazer sair ou sair do sono, do estado dormente; acordar, espertar.
- fazer sair ou sair do estado de torpor ou de inércia; fazer readquirir ou readquirir força ou atividade; espertar.

Pois é.
Despertar é uma palavra que traz significados e desafios interessantes para nós, em nosso dia a dia, em todos os sentidos. E quando mais um dia nasce não tem como não dizer: desperta!!!!

Sair do sono, acordar, pode ter pelo menos duas simbologias:
- a primeira, a do levantar da cama depois da noite de descanso (fisicamente falando)
- ou acordar para o sono (mental) em que estivemos inseridos durante um longo período sem perceber.

Sim, porque muitos de nós passamos dias, meses, as vezes anos a fio "dormindo", numa sonolência mental e emocional. Presos a fatos que já aconteceram, mágoas, culpas, medos, acomodações. Ferimos e fomos feridos, choramos e fizemos o outro chorar, amamos e fomos amados. E ali paramos. Dormimos.

Não é fácil manter-se acordado, alerta.
Isso demanda muita, mas muita atenção a si mesmo. A tudo aquilo que nos move, às reais intenções que estão por trás de tudo aquilo que fazemos, até das negações que nos auto-impomos.

Estar desperto é perceber o que se sente e porque se sente. É dar direcionamento positivo a esse sentir baseado, não no medo, no receio, mas na coragem de se descobrir, de melhor utilizar essa riqueza interna que se tem.

Porque em alguns momentos da vida ficamos como que num estado de torpor que nos leva a uma inércia. Quando assim estamos, a vida pára. Passamos os dias vivendo como autômatos, apenas cumprimos as obrigações, sem nenhum prazer real ou alegria.

Não percebemos as auto negações que nos impomos; as crenças limitantes que criamos para nós mesmos e que nos prendem, não deixando que vicejemos, que cresçamos, que amemos, que sejamos felizes.

Mas há um dia, seja ele mais cedo ou mais tarde, mas sempre no tempo certo, em que podemos olhar para esse "sono" com mais segurança, e a mágica acontece.

A gente simplesmente desperta!!
E é uma sensação estranha, como se estivéssemos saindo de uma espécie de hipnose. Nos sentimos estranhos e é inevitável perguntar: o que foi que houve? O que aconteceu? Eu estava dormindo? Como eu não vi isso antes?

Sim. Há sempre o tempo de despertar.
E quando esse momento chega é hora também de desabrochar, reconhecer, reviver, recomeçar, refazer caminhos, traçar metas, fazer melhores escolhas.

Mas, para se manter desperto também é necessário não viver olhando para trás.
É preciso olhar e andar pra frente. Percorrer novos caminhos.
O ontem nos serve apenas como parâmetro daquilo que precisávamos aprender para caminhar pra frente de forma mais segura, mais saudável.

Por isso, nessa manhã de sexta-feira, meu recado à você é: DESPERTA!! E se joga na vida com a confiança dos pequeninos que se jogam nos braços do pai.

Porque quem anda com fé sabe que a fé não costuma falhar!! ;)
Bom fim de semana.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Que a dor nos transforme em flor nesse 13 de agosto


13 de agosto.
Um dia como outro qualquer. Não. 

Para muitas pessoas ele representa uma data que poderia não existir no calendário do mês. Poderíamos pular do 12 para o 14 e deixar a vida seguir. Mas o calendário é impiedoso!!
Ele nos força a viver o dia 13.

Ok. Vamos a ele.

O 13 de agosto tem gosto de quebra.
Quebra de projetos, de sonhos, de esperanças. 
Quebra de um equipamento, quebra de telhados, queda de um avião.
Quebra de ciclos de vida.

O 13 de agosto também tem gosto de saudades. 
Saudades de pais, filhos, maridos, amigos, companheiros, brothers.
Saudades de esposas, mães, companheiras, filhas, irmãs, família.
Saudades de quem não estará mais fisicamente aqui e que alcança dois lados da mesma vida.

É, 13 de agosto tem gosto de quero mais.
De quem queria viver mais,
fazer mais coisas,
conviver mais.

Mas, para esse dia só restou para muitas pessoas lembranças.
Fotografias.
Vídeos.
Anéis.

Mas, apesar do 13 de agosto ser nesse momento tão ingrato, ele também pode ser o dia do RE:
REcomeço
REnascer
REdirecionar
REfazer
REviver
REaprender
REinventar.

Sim, porque a vida segue e outros 13 de agostos virão.
E eles serão cada vez menos sofridos. 
E se tornarão cada vez mais lembranças. Boas lembranças.

Lembranças de amores.
Lembranças de carinho.
Lembranças de grandes amizades.

E é assim que, passada a dor, 
deve ser a lembrança de quem não mais, fisicamente, está entre nós.
Amorosa, carinhosa, saudosa sim, mas sem sofrimento.

A dor é ferramenta de crescimento.
E que nesse momento a dor da saudade de Eduardo, Percol, Severo e Marcelo 
sirva para fazer com que todos à sua volta cresçam.
Cresçam e floresçam.
E se tornem flor. 

*Desenho de Christian Schloe Digital.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Deixai aos mortos enterrar os seus mortos.

Oi povo.
Tô por aqui de novo.

Desde domingo que tô no "faniquito" (agonia, aperreio, com vontade grande) de vir aqui e escrever. E o motivo é o tema da danada da palestra que fiz naquele dia lá no Janga, no Seara de Deus. O tema da dita cuja? "Deixai os mortos enterrar os seus mortos".

Vez em quando falo algo sobre esse tema por aqui.
Ele ficou me aparecendo direto no evangelho e saquei que era para eu me "debruçar" com mais atenção sobre o bendito. Lá fui eu e, de fato, tinha muito pra ver, pensar e refletir.

Quando Jesus falou isso para o rapaz que pediu para enterrar seus pais antes de segui-lo, mais uma vez Ele usava da linguagem figurada para deixar uma maravilhosa lição de vida para o moço e quem mais estivesse ao lado ouvindo. Essa frase poderia e pode ser interpretada de várias formas, em vários contextos, mas vou me ater a um mais especificamente.

Nós, seres humanos, temos por costume milenar "guardar lixos mentais" que podem ser os mais diversos, tais como, mágoas, medos, traumas, rancores, etc. Essas coisas geram uma espécie de "peso energético" em nossa mente e, consecutivamente, na contabilidade energética do nosso corpo. A gente, pelo condicionamento de carregar isso por tanto tempo, nem percebe mais a sua existência, mas ele não deixa de existir e sim, se transubstancia na sua forma de manifestação. Aqui um peso permanente no coração, ali um desleixo consigo mesmo, acolá um problema de saúde que não se sabe de onde veio; outrossim um comportamento repetitivo que a gente não percebe mais de tão automático que ele fica; mais adiante uma depressão.

Essas coisas imperceptíveis terminam por, de alguma forma, paralisar, ou atrasar, ou retardar a nossa vida em algum aspecto dela, normalmente, naquele ponto que a desencadeou. Sendo mais clara: se foi um trauma profissional, termino perdendo com o tempo o prazer pelo que fazia ou a confiança na minha competência; se foi no campo amoroso, passo a me distanciar de afetos como uma forma de autopunição. E por ai vai... Isso se dá, principalmente, porque nós somos educados a calar o que nos incomoda ou faz sofrer "pra não incomodar os outros", "para não demonstrar fraqueza" ou "porque é frescura". No caso dos homens então, ai é que a coisa fica complicada porque se conceituou que "eles não podem ser fracos", "que não sofrem", "que não têm medo de nada". 

O fato é que esse lixo passa a lhe acompanhar vida afora e vai interferindo na sua forma de ser. Isso se transforma num "defunto, daqueles ruins de carregar" dentro da gente. E nós queremos seguir em frente, andar, caminhar. Mas como?! Se o tempo todo tem algo nos puxando pra trás, nos fazendo olhar pra retaguarda, nos paralisando?! Ou ainda nos impedindo de dar um novo passo, andar a próxima milha? Como seguir a vida, recomeçar, se eu não enterro os mortos que eu mesmo teimo em manter vivos dentro de mim?! Quantos anos mais eu levarei para enterrá-los em definitivo?

Tem gente que perde uma encarnação inteira por causa disso: porque não quer enterrar o ente querido que faleceu; porque fica se culpando e auto punindo pelo erro que cometeu; porque carrega a mágoa do que aconteceu; e por ai vai. Perde assim a oportunidade de tocar a vida, de se permitir viver mais leve, refazer as possibilidades, recomeçar, tentar de novo. Acha mais cômodo estar preso, atado, amarrado. Claro!! Afinal, se seguir em frente e se sentir feliz de novo, com vida, com a possibilidade de renascer dentro de si mesmo, de se libertar, ele perde a desculpa que tinha para não tentar. E as vezes é mais cômodo passar a vida como o coitadinho que ficou marcado pelo sofrimento, pela perda, pela dor. 

E é isso o que muita gente vem fazendo com a sua vida: não enterra os seus mortos e fica andando como um cemitério ambulante. Num outro post que fiz aqui no blog, falei um pouco sobre essa coisa de que "morto bom é aquele que tá bem sepultado", como diria Rubem Alves. 

Pois bem. Desde que fiz essa palestra tenho pensado muito nisso e descobri que ando carregando "mais defuntos do que deveria", e que eles estão começando a pesar e incomodar. Isso significa que já tá na hora de colocar cada um deles em seus "devidos caixões e covas definitivas". Fácil? Não é. Tem alguns que vão incomodar um bocado para conseguir desalojar, porém o alívio que virá depois compensa a danação. Só de pensar na possível sensação de leveza e na possibilidade de ser mais feliz, já me sinto estimulada. 

Torço para que esse meu texto consiga "acordar" outras pessoas, pois percebo aqui e acolá como tem gente "zumbizando" por esse mundo de meu Deus!! Afinal, se estamos vivos é para viver a vida com a sabedoria que advém dela, aprendendo com as situações sobre nós mesmos. Ficar preso ao passado, aos erros, ao que aconteceu, se auto punindo é desmerecer a bondade Divina que nos concedeu a oportunidade de aqui voltar e recomeçar. É impedir o fluxo natural da vida.

Portanto, não seja injusto com Deus. Nem com você.
Vá recomeçar e ser feliz.

*Imagem de Christian Schloe

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Parabéns pelo seu dia, Homem!


Oi gente.
E chegamos ao 15 de julho. Metade do sétimo mês do ano já se foi. Voou!!
Mas o que me traz aqui hoje não é o inexorável passar do tempo, mas sim, a data que esse dia simboliza: o Dia do Homem.

Isso mesmo!!!
Há alguns anos descobri isso e fiz um texto, quando ainda não possuía esse blog, e o enviei aos amigos via e-mail. Hoje nem me lembrava dessa data até ver alguém falar disso. E ai resolvi dar um pulinho por aqui.

Acho que não deve ser nada fácil vestir uma roupagem masculina nos dias atuais. Na verdade, acho que é um grande desafio para um ser voltar como homem num momento de planeta e sociedade tão louco, quanto o que vivemos agora. Ao mesmo tempo, àqueles que souberem aproveitar esse momento para seu próprio crescimento, poderão sair dessa vida bastante enriquecidos em si mesmos.

Eu queria falar diretamente à você, meu amigo, que não tem medo de ser homem com "H maiúsculo." O que entendo por isso? Explico-me.

Entendo como Homem aquele ser que tem consciência do seu papel nesse mundo. Que sabe que o fato de estar numa roupagem aparentemente mais forte, não o torna superior a ninguém, nem lhe dá o direito de subjugar quem seja mais simples ou fraco. Falo daqueles que entendem que são seres duais, com sombra e luz, com medos e coragens, com força e leveza, com segurança e fragilidades, com determinação e fé.

Esse Homem entende que no mundo atual parceria é a palavra de ordem. Parceria no trabalho, nas amizades, no amor, na vida. Dar e receber. Ajudar e deixar-se ser ajudado. Falo ainda daqueles que sabem que podem e devem semear o bem no mundo, seja auxiliando ao próximo, mas também a si mesmo. Que incentiva pessoas a prosseguir, a não desistir dos seus sonhos.

O Homem de quem falo sabe chorar quando está triste. Reconhece que tem falhas, pede desculpas e tem a coragem de recomeçar. Ele sabe que não está só nesse mundo e reconhece que há algo ou alguém que a tudo rege, e a quem ele dedica sua devoção com humildade. Que sabe rir de si mesmo, que valoriza as pequenas coisas do dia a dia, que sonha junto com quem está do seu lado.

Alguém dirá: esse homem que você cita não existe, Alexandra!
E eu refuto: quem lhe garante?
Quem disse que todos os homens são iguais?

Não, não são. 
Mas sei que não é fácil ser diferente numa sociedade que nivela a tudo e todos "por baixo", e onde o conceito do que é masculino está diretamente ligado à força, violência, dureza, competição e, muitas vezes, vulgaridade. 

Por isso hoje meus parabéns vão para aqueles Homens que sabem fazer a diferença no mundo, seja na sua família, no seu ambiente de trabalho, no meio social onde vivem. Estes se tornam inesquecíveis em nossos corações.

E também para aqueles que não têm medo de amar e serem amados.
Meus amigos, feliz dia para vocês!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Use o fogo a seu favor: crie, não mate!

Oi pessoal!!
Faz tempo que não apareço, né? Mas hoje resolvi dar uma paradinha por aqui pra pensar um pouco na vida. 

O tema que me inquieta a mente tem um pouco a ver com esse período junino. Afinal, nesta terça (23), véspera de São João, é quando acendemos as fogueiras para anunciar que o menino nasceu. Às 18h em ponto diversas fogueiras são acesas para aquecer a noite fria do terceiro dia de inverno e para iluminar a festa.

O fogo é algo extremamente dual. Ele tanto queima para matar, quanto para dar vida, dar calor para nos aquecer e nos alimentar. Eis a magia do fogo!!!

E é o fogo que está regendo esse ano de 2015 com Marte "bombando" nos céus. O signo do fogo. Nas previsões que se faziam na virada do ano acerca do que se podia esperar para estes 365 dias, todas as vertentes (astrologia, umbanda, tarot, até os recados da espiritualidade) assinalavam que esse seria um período complexo, no que se refere à escuridão do próprio ser humano. Aqueles que aproveitassem a regência de Marte para crescer, colocassem metas claras e corressem atrás delas, teriam inúmeras chances de realizações (olha o fogo dando vida aqui!!). 

Entretanto havia um outro aspecto importantíssimo para esse período: que as pessoas tivessem cuidado com seus "inimigos internos", com aquilo que elas não queriam ver, que elas possuem de mais sombrio dentro de si (no sentido de desconhecido, negado). Nossos "demônios" internos estariam a solta e pedindo passagem! Aqui falamos de aspectos variados, tais como, agressividade, violência, medos, recalques, sentimentos de inveja, orgulho demasiado, remorsos, culpas, baixa auto-estima, etc. Ou seja, todo o verniz de fachada, as máscaras sociais, seriam demolidos, fazendo com que demonstrássemos para o outro a nossa verdadeira face.

E hoje, quase finalizando o sexto mês deste ano, é interessante ver como o que se previa está, de fato, acontecendo. 

Ao abrir a página de um site de notícias mais de 90% delas são de informações negativas. O lado mais animalesco do ser humano parece que aflorou de uma vez e são inúmeras as matérias de atrocidades realizadas de um ser para o outro. 

O falso verniz social de aceitação das diferenças está ruindo passo a passo. As pessoas estão mostrando que são, na verdade, intolerantes, agressivas, raivosas, impacientes, abusadas e que abusam do direito de invadir o espaço do outro. A noção de respeito ao outro ou a si mesmo está cada dia mais tênue. 

Os que se dizem religiosos, que falam manso dentro de suas instituições, que sabem de cor os trechos de seus livros sagrados, nas redes sociais destilam veneno, agressões e esquecem da máxima que diz: "não julgueis, para não serdes julgados".

Os sistemas políticos e econômicos, que durante décadas foram corrompidos por pessoas que objetivavam o seu próprio benefício, e não, o da população, estão ruindo, vindo à falência.

É, parece que Marte tocou fogo literalmente na vida humana!!!

Mas eu quero aqui chamar a atenção de você, que pacientemente lê essas minhas mal traçadas linhas, para um outro aspecto.

Primeiro que se o fogo está queimando dentro de cada um de nós é porque tá na hora de "botar algumas coisas para arder mesmo". Fugir não vai adiantar, o jeito é resolver e a única maneira de apagar essa labareda é vendo o que ela quer lhe dizer e deixar de ter medo dela. Hora de encarar o "fogo" de frente e fazer com que ele deixe de ter domínio sobre você. Aquilo que se teme nos domina. Aquilo que a gente domina, nos ajuda. 

Preste atenção à sua realidade interna e pare de estar jogando no outro a sua própria escuridão. Não tem ninguém santo nesse mundo e "apontar dedos" chamando A, B ou C disso ou daquilo é uma forma de fugir da sua realidade interna e da sua parcela de contribuição para a maneira como o mundo está, e também o seu próprio. Se desejas um mundo diferente, comece mudando a si mesmo, dê o exemplo. A energia mental negativa que você alimenta todo dia, de raiva, ódio, inveja, desprezo por outro ser, seu preconceito velado e preocupação em cuidar da vida alheia é que está "dando lenha" pra que esse fogo que deseja tomar conta do mundo se alastre. Estamos falando do fogo da NEGATIVIDADE. 

Segundo, se você se diz cristão ou alguém de fé, seja ela qual for, deixe de apenas decorar as letras dos livros sagrados ou distorcê-las ao seu entendimento, e passe a senti-las dentro de si mesmo. Não adianta "ser fofo" dentro da igreja, do centro espírita, do terreiro de umbanda, e não ajudar à Energia que a tudo rege onde mais é preciso: no mundo, no dia-a-dia. Mude seu padrão mental. Olhe o outro como gostaria de ser olhado. Ore, vibre, nesse momento, por todos os governantes desse mundo diariamente, principalmente pelos do nosso país, pois todos somos seres que erram e acertam. 

A Divindade nunca teve partidarismos, isso é coisa do homem sedento de poder. A única coisa que ela questiona são "as intenções que nos movem," porque essas partem do coração. Por isso, o que entra pela boca não corrompe o homem, mas o que sai, porque parte das emoções e dos sentimentos.

Está na hora de cada um fazer a sua parte para que esse mundo melhore. Coloque o fogo a seu favor e da comunidade onde vives. A mente é uma força criadora da nossa própria vida e da que nos cerca. Portanto, use-a para mudar o mundo para melhor, mas não se esqueça de que, o primeiro que deve ser modificado é o seu mesmo.

Boa semana. 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Em contemplativa prece ...


Em noites de céu azulado pelo luar,
a beleza da arquitetura Divina se manifesta em todo seu esplendor.
A alma se eleva numa muda prece, 
dobrando-se à majestade do Criador.

As palavras são pobres para descrever o encanto dessa noite.
Os adjetivos não conseguem dar a grandeza de tanta beleza.
A vida, de repente, torna-se mais doce nessa contemplação.
E o sentimento fica mais leve no coração ...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Navegando no infinito ...


O infinito é algo intrigante.
Ele nos dá uma sensação estranha.
Uma sensação, as vezes, de algo inalcançável.
Ele nos leva também a desejar...
Algo que se queira alcançar,
algo que se queira buscar,
algo que se anseie ter,
algo que se deseje encontrar,
alguém que se espera tocar,
alguma coisa que se busque sentir.
O infinito tem a capacidade de deixar os olhos se perderem ao longe.
De fazer a mente viajar pelos horizontes.
E o pensamento navegar...

Azuis ...


O dia é azul.
O mar é azul.
A vida pode ser azul. 
Sentir pode ser azul. 
Amar pode ser azul. 
Se no azul me perco, eu emudeço. 
Me jogo na calma desse olhar azul. 
Serenos tons que enchem meus olhos, 
de uma tranquilidade intranquila. 
Que busca nesse mergulhar 
apenas asserenar.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Quem disse que Super-herói também não tem seus medos?


Olá pessoal!!
Não estranhem o título da postagem de hoje. 
É que ainda estou na empolgação do filme Os Vingadores 2 - A Era de Ultron, ao qual assisti no último sábado (25) com uma amiga. O filme foi tão legal que fiquei na vontade de fazer um texto sobre ele.

Mas não é da ação que eu gostaria de falar. Afinal, filme de super heróis tem que ter, e muita, ação né?! O que eu quero focar nesse texto de hoje é no lado humano do filme que passa desapercebido a muita gente. 

Já faz um bom tempo que não consigo ver um simples desenho animado sem tirar a tal da "moral da história", ou indo um pouco mais além, observar o contexto psicológico dos personagens: as nuances emocionais, comportamentais, essas coisas. E no Vingadores 2 o que não falta é esse contexto a ser olhado e analisado. Isto porque, o filme foca em três questões centrais pelo que percebi: a arrogância do saber, o medo e a força da união.

Entre os novos personagens que aparecem na película está a Feiticeira Escarlate, interpretada pela Elizabeth Olsen. Entre um de seus dons está a capacidade de invadir a mente da pessoa e criar alucinações, além de fazer emergir o que a pessoa tem de mais pavoroso no seu inconsciente, ou seja, os seus medos mais íntimos. E ela utiliza essa capacidade para "derrubar," em uma das batalhas, boa parte dos Vingadores. Da sua astúcia só escapou o Gavião Arqueiro, interpretado pelo Jeremy Renner, por ter sido vítima de ação similar e ter aprendido a se defender, no primeiro filme da série

O resultado então é surpreendente. 
Mesmo com toda aquela "pinta de heróis" de "durões" e "invencíveis", os personagens se veem obrigados a confrontar os seus inconscientes, onde acreditavam estar escondidos e enterrados os seus mais temíveis demônios, e a enfrentá-los. E diante de "seus monstros interiores" eles se fragilizam, se enfraquecem, se desestruturam. Cada um com um medo específico, por situações diversas, mas com o mesmo resultado: a paralisação e capitulação diante deles. Acostumados a olhar pra fora, lutar contra vilões materiais terríveis, eles ficam amedrontados ao se depararem com aquilo que mais temiam, os traumas não superados, os sentimentos de culpa não aliviados. 

E cada um vai reagir de uma maneira para superar o impacto dessas reminiscências. Há os que encaram de frente e falam dos medos que os rondam, compartilham; há os que vão em busca de aprofundar as respostas para superá-los; mas também existem aqueles que preferem continuar se entregando ao condicionamento mental do não merecimento, do coitadinho, e voltam a se esconder nos seus medos para não dar a volta por cima na sua existência, e terminam fugindo daquilo que poderia ser o remédio para sua superação.

A forma como eles encontram, em âmbito geral, para superar aquele ataque da Feiticeira Escarlate é unindo-se, fortalecendo o grupo na amizade e na confiança, para poderem lutar contra o tal do Ultron. Todos poderiam morrer ou não. Mas, eles perceberam que não seria "separados" que eles teriam alguma chance de vencer aquela batalha. E ai a gente começa a ter uma das sequências mais bacanas do filme que, lógico, não vou contar!!!

Mas quero ressaltar que toda a história se desenrola inicialmente pelo medo de um dos componentes que, ao ser alvo da ilusão da Feiticeira, vê um futuro aterrador. Na arrogância de achar que ele "podia mudar o destino sozinho", ele não conta pra ninguém sobre o que viu, cala o seu medo, e começa a agir por conta própria achando que a sua decisão é a melhor pra garantir a segurança de todos. Doce ilusão! Pois, foi justamente sua conduta centralizadora que desencadeou os problemas e terminou colocando todo mundo em risco. 

Aqui fica a lição de que a auto suficiência de nos vermos muito confiantes no nosso saber, achando que apenas nós temos sabedoria para encontrar a grande solução para tudo, que podemos resolver as coisas sozinhos, muitas vezes é mais danoso do que falar abertamente do que nos vai no íntimo e nos unir ao outro. Poderíamos evitar muitos dissabores se tivéssemos a humildade de pedir ajuda, de assumir nossos medos e fraquezas perante o outro, e de assumirmos que não sabemos de todas as respostas.

Assumir nossa fraqueza é a melhor forma de nos tornamos fortes para os embates da vida. Orgulho e vaidade, nessas horas, são os piores conselheiros. 

Portanto, se você ainda não foi assistir aos Vingadores 2 - A Era de Ultron, vá.
Vai valer a pena. Quem sabe você não se inspira e também vence os seus medos?!!

Bjs e boa semana.