quinta-feira, 5 de maio de 2016

Para olhar as estrelas.

E dentro da noite insone penso nas estrelas perdidas,
aquelas que não mais são contempladas por nós.
Quanto desperdício viver sem amar,
magoar-se para o infinito, fechar-se para o amor.

Ah, penso nas estrelas que não mais contamos
na noite escura do céu outonal.
Erros, tropeços, recomeços.
Tantas tentativas vãs de se reencontrar,
e nem percebíamos que mais nos afastávamos.

Ah, que serão das estrelas que não mais contemplamos,
porque ficamos fechados em nosso próprio egoísmo e medo.
Tentativas frustradas de ser feliz, negando o que se sentia.
Doce ilusão.

Mas para se olhar as estrelas com novo olhar
é preciso descer aos infernos para depois ressurgir
sentir sua própria dor, afundar.


Para em seguida renascer das cinzas renovado
reencontrado, pleno, completo.
E só assim voltar a olhar as estrelas e ser feliz.





Venha comigo viver.



Deixando-te e ao passado para trás   

sigo finalmente em frente.
Já não me prendes mais o caminhar.
Já não mais me permito parar.

Caminhos e trilhas novas,
desafios e novos encontros.
Meu encontro comigo mesma,
meu encontro com o amar.

Vida que segue intensa e verdadeira,
não mais a ilusão do que sentia.
Mas na busca da verdade,
da minha verdade.

Nessa estrada não há mais espaço para migalhas,
não há mais espaço para meio termo,
para o que não é dito.
Tudo as claras, verdades ditas, eis o presente.

Quem quiser me acompanhar assuma a sua verdade,
assim como assumi a minha.
Venha comigo pro que der e vier.
Venha comigo viver.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Reflexões de um domingo à noite ...


E a noite chegou serena.
Aos poucos o anil foi dando espaço ao ébano no céu.
Hoje não há estrelas, pois o céu se cobre de nuvens.
Contemplo-o com calma e serenidade.

Ao meu redor, apenas o som do ventilador e do Senhor dos Ventos a cantarolar seu som harmonioso, enquanto baila alegremente sob o impulso do vento.
Vejo a noite com um silêncio interno. 
É como se qualquer pensamento emitido pudesse macular a beleza desse momento. 

Meu corpo descansa de um dia puxado.
Minha alma pede serenidade.
Minha mente, calma.
Meu coração, paz.

E enquanto muitos nesse momento se esbaldam numa alegria fugaz, 
eu. em minha quietude, agradeço por esses breves momentos de calmaria. 
A vida é breve, é verdade.
Hoje passa com uma velocidade inimaginável, porém me recuso a continuar escrava dessa urgência.

Acho que uma das vantagens da idade madura é você começar a entender que tempo é diretamente proporcional a qualidade, e não, a quantidade. 
Aprender a focar e se concentrar naquilo que é importante.
Não ter mais a necessidade de abraçar o mundo com as pernas.
Isso começa a trazer uma outra relação com você e o que lhe cerca.

Bom, isso são apenas reflexões de um domingo à noite.
Vamos à contemplação.
Vamos à vida. 


domingo, 10 de janeiro de 2016

Todos temos um Darth Vader dentro de nós.


Olá pessoas, tô de volta.
Hoje resolvi dar uma passadinha por aqui pra conversar sobre um tema que andou "nas rodas", da segunda quinzena de dezembro pra cá: o filme Star Wars.

Mas calma!!!
Não estou aqui para falar do filme em si (que particularmente eu amei e já quero ver de novo!), mas do que a história traz de ensinamento para nós. Sim, porque até num filme de ficção a gente tira reflexões e, porque não dizer, aprendizados para nossa vida. Então vamos lá.

Qual é o mote da história do Star Wars?
A luta pelo domínio da Força. Segundo o enredo, a força é um dom que algumas pessoas possuem e que as faz ter um controle mental diferenciado, uma capacidade de controlar a energia que a cerca. Ela não escolhe as pessoas pela condição moral dela, vem pra todos, mas é algo a ser usado para o bem, para promover a paz, a segurança e a ordem. Seus detentores são denominados guerreiros Jedis e possuem um sabre de luz que os ajuda nas batalhas. Eles são treinados para controlarem "a força" a partir do equilíbrio de seus sentimentos e emoções, vibrando só no bem e no belo.

Entretanto, alguns debandam para o "lado negro da força", ou seja, não aceitam servir ao próximo, mas sim, comandar, coagir, dominar. Eles se embriagam com o poder que percebem em si e se iludem com ele, buscando assim um prestígio ilusório pautado na violência e subjugação do seu semelhante. E tudo começou com o Anakin Skywalker numa galáxia distante ...

Anakin era um jovem com poderes Jedi que é levado para a sede do império para ser treinado. Desde cedo, o garoto demonstrava uma aguçada inteligência e forte intuição. Criado apenas pela mãe, tem uma ligação emocional muito grande com ela. Descoberto por um mestre Jedi, Anakim é considerado o "escolhido de uma profecia" que dizia que ele traria o equilíbrio à força. Esta, era perceptivelmente diferenciada nele, entretanto, apesar das suas imensas capacidades mentais, nosso jovem Jedi era instável em seu emocional. Ele possuía um medo: o de perder a sua mãe.

Apesar dos ensinamentos e treinamentos, Anakim se deixa levar pelo ódio ao ver sua mãe morrer em seus braços depois de ser torturada pelo "povo da areia". Descontrolado, ele assassina a todos do acampamento onde a mãe estava presa, como uma forma de vingança. Ai acontece o primeiro desequilíbrio emocional violento do nosso herói.

O segundo grande abalo viria de sua paixão arrebatadora pela senadora Padmé Amidala, a quem devia proteger. Eles se casam em segredo (quebrando outra regra dos cavaleiros Jedis) e tempos depois ela anuncia que está grávida. Anakim começa então a ter sonhos premonitórios, onde vê Padmé morrendo na mesa de parto logo depois de dar à luz, e mais uma vez o medo da perda vem à tona embotando o discernimento do nosso herói. Ele então "se vende" para os Sith, na ilusão de salvar a amada, e passa a ser comandado por um representante do mal, o Darth Sidious. Começa ai a derrocada do guerreiro que, ao recear ficar sem a esposa, termina perdendo a si mesmo, transformando-se no famoso e temido Darth Vader. 

Tô fazendo um "resumo resumido" para que você, meu caro leitor que não curte o Star Wars, possa entender do que pretendo falar.

Veja que o que levou o nosso candidato a herói para a derrocada foi aquilo que ele trazia dentro de si mesmo, e não o poder que possuía. Os dons eram ferramentas a serem utilizadas, apenas isso, mas a forma de usá-las e sua finalidade, isso sim, fazia a diferença.

Se formos olhar direitinho, cada um de nós possui um Darth Vader dentro de si. 
Temos em nosso íntimo as possibilidades iguais de nos tornamos belíssimos cavaleiros do lado luz, ou tenebrosos soldados das sombras que habitam dentro de nós mesmos. O que vai definir isso é a forma como nós nos comportamos diante das dores e alegrias que a vida nos oferta como oportunidades de aprendizado ao longo de nossa existência.

Anakim não tinha inteligência emocional para administrar perdas. Seu maior medo não era de monstros ou soldados externos, mas sim, dos internos, daqueles que lhe diziam que ele ficaria sem as pessoas que amava. Era o seu "apego" emocional a uma estabilidade que vinha de fora, e não de dentro de si, que o deixava vulnerável. E esse foi o motivo da sua derrocada. 

Quantas vezes isso acontece com a gente?
Quantos de nós não nos deixamos levar pelo nosso lado sombrio em vários momentos da vida? O medo de mergulharmos naquilo que realmente somos, de reconhecer o que está escondido no mais profundo de nós, nos torna vulneráveis a tudo o que vem de fora e, porque não dizer, à nossa própria inconsequência. Ficamos assim, a mercê dos fatos e dos acontecimentos, reagindo e não agindo diante da vida.

Alguns exemplos? Vamos lá. Vaidade, orgulho, melindres, motivados pela insegurança de não sabermos nosso real valor e que nos levam a competir e querer derrubar o outro, seja no ambiente de trabalho, religioso, social?! Raivas, mágoas e ódios quando nos vemos atingidos naquilo que nos é mais caro, valioso, como amizades, relacionamentos?!

Quantos não deixam de viver, se entregam à depressão, síndromes de pânico, melancolias, por não administrarem separações de entes queridos, seja pela morte, por uma separação física ou o fim de um relacionamento? E o que dizer daqueles que desistem da vida porque não conseguem encontrar dentro de si a coragem para mudar ou o auto-amor? Há ainda, aqueles que se paralisam diante da existência pela culpa e o remorso, ficando presos ao medo de viver. 

Há também os que derivam "para o lado negro da força" devido às ilusões que constroem para si de grandeza, superioridade, invencibilidade. As vezes nem percebem isso, acham que estão realmente trabalhando para o bem, para uma causa nobre, mas em verdade estão apenas objetivando o destaque, o prestígio, a idolatria, como uma compensação para a sua baixa auto-estima?!

É meus caros e persistentes leitores, o lado negro da Força também está em nós. 
Mas, nós podemos vencê-lo!

Sim, porque dentro da gente também há os guerreiros Jedis do bem, a turma da luz. Esses são forjados na luta do dia a dia, mas não se deixam levar pelos sentimentos e emoções menores. Eles são destemidos, corajosos, altruístas, vivem para ajudar ao próximo. Possuem sabedoria, força e até destaque, mas não se iludem com a vaidade e o poder, pois sabem que ele é transitório e apenas um instrumento para que eles possam fazer o bem. Eles se educam para assumir o que sentem, mas não para serem dominados por isso. Controlam suas emoções e sentimentos e as usam de forma sábia. Aprendem a perdoar, a tolerar, e conseguem dissolver querelas, disputas. Estes amam a si e ao seu semelhante.

Eis o nosso desafio existencial.
Todas as filosofias e religiões falam que nossa grande missão na vida é aprendermos a usar o nosso lado Divino, o nosso lado luz, a desenvolver o lado do bem em nós. Mas nós continuamos a optar, na maioria esmagadora as ocasiões, a alimentar o lado mais fácil, ou seja, o do instinto, o sombrio. Afinal com esse não precisamos fazer força é só dar-lhe vazão. 

Desenvolver nosso lado luz dá muito trabalho!
A gente tem que identificar, conter e redirecionar o que sentimos. E, vamos combinar, pense num trabalhinho incômodo?! É pauleira. Mas, assim como no treinamento Jedi, precisamos passar por testes de paciência, tolerância, desprendimento, resignação, força e determinação para vencer, não o que está fora, mas o que habita dentro de nós mesmos. Normalmente teremos que agir de forma diferenciada da "grande massa", e com isso sermos tachados de covardes, alienados, bestas ou "carolas". 

Porque, se o que estiver dentro for sólido, conhecido, nada que vier de fora pode nos mudar de rumo ou desestruturar. Uma vez luz, sempre luz.

Por isso desejo que nessa semana que se inicia, você possa investir no seu lado bom. Procure se conhecer, assuma suas fraquezas, e transforme-as em seu muro de sustentação sólido, forte, para encarar as dificuldades e desafios da vida. 

Lembre-se: nós sempre podemos vencer o nosso lado sombra ou negro. Basta jogar luz nele. 

E que a Força esteja com você!!   ;)
Boa semana.  

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

E que em 2016, o Novo Ano comece em você!

Olá pessoas!!!
Rapaz, último dia de 2015. Quem diria?!
O ano passou tão rápido que nem me dei conta que não escrevia há tempos aqui.
Mas hoje não podia deixar de vir aqui de jeito nenhum.

Cronologicamente falando chegamos agora ao final de mais um ciclo, um ano, um período, uma etapa das nossas existências. 2015 se despede com uma velocidade impressionante (nunca vi um mês de dezembro com tanta vontade de terminar, como esse ...) e, sem sombras de dúvidas, será um ano para entrar na história do Brasil e do Mundo. 

Em nenhum outro momento vimos tanto combate à corrupção neste país, tantas estruturas equivocadas começando a ruir. Apareceu gente de bem decidida a mexer na "casa de marimbondo" e mesmo correndo o risco de se picar, mandou ver. Em alguns locais a população foi pra rua e pras câmaras de vereadores e conseguiu barrar a orgia com o dinheiro público que os ditos "representantes do povo" pretendiam fazer. Show de bola!!

Uma movimentação bacana em torno do voluntariado, mesmo que para alguns ainda seja muito mais empolgação, oba oba e status, foi iniciada e começa a dar frutos em várias cidades. De certa forma leva as pessoas a refletirem que a sociedade onde estão inseridas também é de responsabilidade delas, de cada integrante. O bem estar do outro também depende da minha iniciativa, da nossa ajuda mútua.

Também tivemos problemas sérios e dolorosos: estouro da barragem em Mariana, a imigração dos refugiados na Europa, os ataques terroristas ceifando vidas e mais vidas, os eventos climáticos.

Um ano desafiante em alguns aspectos, principalmente no que se refere às questões do Eu, à aquilo que somos realmente. Marte regendo o período prenunciava que as "máscaras cairiam", que as pessoas este ano se mostrariam como realmente eram, e assim aconteceu. Nas relações interpessoais, profissionais, religiosas, políticas, as faces bonitas deram lugar ao obscuro que está dentro de cada um e muitos ídolos de barro ruíram. Que bom. As pessoas estão tendo que olhar para o "mostrengo" que guardam dentro de si e enfrentá-lo e aprendendo que é preciso muito mais para se conhecer e ao outro, do que apenas uma "bela fachada".

Bom, se eu for citar tudo, não cabe aqui, nem é esse o objetivo.

Tô relembrando algumas questões que pra mim foram mais marcantes apenas a título de ilustração, para mostrar que nenhum ano vai ser totalmente bom ou ruim. Cada período tem seus pontos positivos ou negativos e todos eles, sem exceção, possuem o objetivo de nos ensinar algo, de nos fazer crescer. Ilusão nossa achar que teremos uma vida sem problemas, perdas ou necessidades de escolhas. Não existe! Nos momentos de calmaria, a gratidão e a alegria devem tomar conta dos nossos corações num profundo agradecimento à Deus. Mas, nos momentos de dificuldades, dores, aflições, ai estão as nossas grandes oportunidades de mudança, de sair da acomodação, do marasmo em que nos colocamos muitas vezes por medo ou preguiça. Ai sim, a vida está nos dando uma grande chance de acertar e aprender o que, de fato, é importante, significa felicidade, faz a diferença. Ai também deve haver agradecimento.

De minha parte termino o ano de 2015 com um profundo sentimento de gratidão por absolutamente tudo que ele trouxe. Fácil, ele não foi. Mas, sem medo de errar, foi um ano de descobertas, novos aprendizados e, o mais importante, novos direcionamentos de vida. Um desejo imenso de resgatar algumas coisas que deixei de lado, de mudar outras, mas o mais importante é o de olhar com mais gratidão para mim mesma. 

Termino 2015 satisfeita comigo porque consegui cumprir algumas metas.
1. Voltei a fazer uma atividade física regularmente. O Pilates entrou por uma obrigação de saúde, para voltar a ter qualidade de vida, e hoje é um prazer imenso. Se eu pudesse, fazia aula todo dia!!! Agora vamos dobrar a meta (kkkk) e tentar incluir outra atividade física para complementar (meta 2016!!).

2. Voltar a viajar. Pegar a estrada sempre foi algo que me deu um prazer imenso. Tenho alma de cigana, apesar de gostar de ter meu pouso certo!!! Gosto de ir pro mundo, conhecer lugares, ver e ouvir pessoas, e passei anos sem fazer isso. Este ano voltei a realizar esse desejo, o que me rendeu maravilhosas memórias, com amigos incríveis e queridos, e uma leveza maior pra encarar o trampo nos demais dias do ano. Revigorei a alma a cada viagem, por menor e mais simples que ela tenha sido.

3. Encontrar equilíbrio. Esse foi um bom desafio, aprender a equilibrar tudo aquilo que é de fato importante na minha vida, dando a cada um deles (trabalho material e espiritual, família, amigos) o seu devido valor e espaço, e dentro disso achando também espaço para mim, para ficar comigo, me cuidar, ouvir uma música, ver um filme ou, como diriam os italianos, curtir um "dolce far niente" sem culpa alguma. Não vou dizer que cheguei ao ponto de equilíbrio do jeito que eu queria, mas já dei os primeiros passos para isso e, em 2016, essa meta continua firme e forte. (vamos dobrá-la, vamos dobrá-la!!) kkkk

4. Tomar posições. Opa, aqui foi um negócio meio punk. Mas consegui finalmente tomar algumas posturas para comigo esse ano, cujos frutos só serão percebidos realmente a médio e curto prazo por mim mesma. Decisões, antes proteladas, agora entraram na lista do "Top 10', ou seja, daquelas que passam a ser metas e objetivos concretos, e não mais empurradas com a barriga. Deixando muito lixo para trás, desocupando os espaços internos e externos para novas energias, novas ações e ocupações. Vejamos como isso caminha em 2016.

Bom, pelo que vi o novo ano será regido por Oxalá, ou seja Jesus (é bom mesmo o patrão chegar junto pra nos ajudar a botar "ordem na zona") e Iemanjá, a bela rainha do mar, muito ligada ao afetivo, à maternidade. Vai ser um ano de pensar no outro, no próximo, isso é bom. O Sol é o grande astro a iluminar o ano, ou seja, na medida certa dá fartura, beleza, ordem; no exagero traz problemas como queimaduras, destruição. No Tarot a carta é a do Eremita, ou seja, o símbolo da paciência e da sabedoria. 

Em todas as previsões os termos recomeço e sabedoria aparecem. Isso significa novas oportunidades, quebra do velho que não foi alicerçado em bases sólidas, o que surgiu da ilusão vai sumir do mapa para que algo de novo, real, sólido, chegue e cresça. Mas também é um ano onde a paciência será fundamental para que esperar os frutos crescerem e se tornem realmente maduros. Será um período de plantio para uma colheita mais próspera à frente.

Independente de como o ano seja, o que vai mesmo fazer a diferença é como você vai ser ou se portar em 2016. Como diz uma tirinha da Mafalda que eu amo: todos esperam que o próximo ano seja melhor, enquanto o ano é que espera que as pessoas sejam melhores. 

E assim é. O mundo só será melhor, de mais paz, amor, fraternidade, solidariedade quando eu e você conseguirmos introjetar essas coisas em nossos corações e, consecutivamente, conduta, construindo assim o ambiente que desejamos viver. O que nos cerca é o resultado direto do que somos, do que sentimos e pensamos.

Portanto, se você quer um 2016 realmente diferente olhe pra si e veja o que podes mudar em si mesmo. O resto virá por acréscimo.

A você deixo um bj no coração e o desejo sincero de um Novo Ano na nossa vida, em todos os sentidos. Mas não fora, e sim, dentro da gente.

Até 2016!!!!!!



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Já nasci, portanto BOM DIA!

Olá bom dia.
Já nasci.

Vim a esse mundo para uma nova existência às 4h36 da manhã, de um 31 de agosto de 1971. E não pense que nasci berrando como todo mundo, no choro. Não. Nasci calada e tive que levar umas palmadas para confirmar que eu chegava viva a esse mundo de meu Deus.

E hoje aqui estou, 44 anos depois, despertando cedo para celebrar esse nascimento. 
Da janela aqui da sala de casa vejo o céu se aclarando aos poucos com o nascer do sol.
Sim, é vida que recomeça, mais um dia que chega, hoje é dia de celebrar.

Nesta segunda-feira meu sentimento é de gratidão.
Gratidão à Deus por mais um ano de vida, e que ano!
Fecho mais um ciclo de 365 dias onde muitos aprendizados e descobertas ocorreram.
Começo outro ciclo com 365 dias cheinhos de possibilidades novas, de descobertas a acontecer.

E hoje acordei com o texto do Eclesiastes 3, 1-8 na cabeça: 

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; 
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; 
tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; 
tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; 
tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; 
tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; 
tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; 
tempo de guerra, e tempo de paz.

Adoro essa passagem bíblica.
E hoje ela é perfeita pra expressar o que desejo nesse dia de aniversário.

A vida é feita de ciclos.
E os ciclos acontecem a partir das construções que nós mesmos fazemos na vida.

Alguns são dolorosos.
Mas não percebemos que foram nossas construções equivocadas que assim o fizeram, e que a dor nada mais é do que o "corretivo" que a vida dá à nossa forma ilusória de ver a si mesmo e ao mundo.

Outros são neutros.
É o momento da calmaria, da necessidade de reconstrução. É tempo de calar a voz externa para aprender a ouvir a interna, para conhecer quem de fato se é, saber o que se deseja da vida. Observar os sinais daquilo que não lhe é mais útil, jogar as velhas bagagens fora, esvaziar gavetas e quartos, limpar o conteúdo. Aqui as coisas precisam ser consolidadas para que quando se volte a caminhar, nosso andar seja mais firme, mais seguro, sem tantas ilusões.

E há aqueles que são os que chamamos de felizes.
Nesses a vida como que, por encanto, se renova. Algo acontece dentro da gente, uma espécie de alegria muda, mas perceptível, passa a tomar conta do nosso íntimo. Aos poucos o medo vai sumindo, as pernas vão ganhando força, o fôlego volta, e você descobre que está vivo sim, que seu coração ainda tem capacidade de amar, fazer e descobrir coisas. É a hora de voltar a viver em plenitude. Aqui descobertas são feitas, decisões são tomadas, caminhos voltam a ser traçados. 

Assim como diz o Eclesiastes: há tempo de nascer e tempo de morrer.

Percebo que o problema é que muitos de nós deseja, as vezes por livre vontade, ficar presos "ad aeternum" num único ciclo. Ou nos prendemos nos ciclos das dores por anos intermináveis (alguns por uma existência inteira), ou nos acomodamos no da calmaria, ou nos iludimos achando que a vida será um eterno mar de rosas, só de alegrias, prazer e conquistas.

Lendo um novo livro que adquiri do Rubem Alves (meu escritor mais do que preferido, um verdadeiro caso de amor), intitulado "Variações sobre o prazer", encontrei um texto que meio que me "despertou" para uma consciência. Reproduzo-o abaixo: 

A vida é assim: a gente escolhe um caminho na esperança de que ele vá nos conduzir a um lugar de alegria. Tolos, pensamos que a alegria está no final do caminho. E caminhamos distraídos, sem prestar atenção. Afinal de contas, caminho é só caminho, passagem, não é o ponto de chegada. Com frequência, a gente não chega lá, porque morre antes. Mas há uns poucos que chegam ao lugar sonhado - só pra descobrir que a alegria não mora lá. Caminharam sem compreender que a alegria não se encontra no final, mas às margens do caminho. Não foi isso que disse Riobaldo? "O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia..."

Ai vi o nosso equívoco.
Esperamos para ser felizes "apenas" quando isso ou aquilo acontecer, quando obtivermos isso ou aquilo, ou quando a sorte nos favorecer. Mas não percebemos que a felicidade é construída nos mínimos detalhes, na verdade, ela é feita de pequenos e breves momentos de encontros, trocas, aprendizados, construções, que nos levam a um objetivo final: aprendermos a viver.

É no caminhar, no percorrer do caminho que está a felicidade.
Sim, há momentos de angustias, medos, aperreios. Mas eles passam.
A alegria estaria justamente no desafio de os superar, de encontrar os meios para sair deles.

Muitos não tentam recomeçar por medo de erra de novo.
Outros fogem do amor por medo de se magoar de novo.
Outros desistem de viver por medo de encarar os desafios do crescimento.

Mas se é justamente nas novas tentativas que estarão as alegrias das descobertas, do recomeço, porque não tentar?!

Sim, a vida é dual em sua essência.
É feita de sombra e luz, assim como nós.

E por isso minha gratidão profunda à Deus pelo dia de hoje.
Por essa vida que, simbolicamente, recomeça com um novo calendário de 365 dias, com tudo que ela traz.

Muito obrigada Pai, por mais um ano de vida.
Que ele seja pleno de novas caminhadas e que eu saiba observar a beleza que existe nas trilhas que seguirei.

E termino essa minha reflexão comemorativa de "niver", feita ao som do Debussy (minha mais nova paixão!), com um lindo texto de Guimarães Rosa que sintetiza o que sinto:

"Ando com fome de coisas sólidas e com ânsia de viver só o essencial. Pessoalmente, penso que chega um momento na vida da gente, em que o único dever é lutar ferozmente por introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de "eternidade"..."

Beijo grande à você e uma ótima semana! 

* Imagem de Christian Schole Digital

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

DESPERTA e vai pra vida!



O dia amanheceu é hora de despertar.
Acho curiosa essa palavra.

Ela é um verbo com definições interessantes:
- fazer sair ou sair do sono, do estado dormente; acordar, espertar.
- fazer sair ou sair do estado de torpor ou de inércia; fazer readquirir ou readquirir força ou atividade; espertar.

Pois é.
Despertar é uma palavra que traz significados e desafios interessantes para nós, em nosso dia a dia, em todos os sentidos. E quando mais um dia nasce não tem como não dizer: desperta!!!!

Sair do sono, acordar, pode ter pelo menos duas simbologias:
- a primeira, a do levantar da cama depois da noite de descanso (fisicamente falando)
- ou acordar para o sono (mental) em que estivemos inseridos durante um longo período sem perceber.

Sim, porque muitos de nós passamos dias, meses, as vezes anos a fio "dormindo", numa sonolência mental e emocional. Presos a fatos que já aconteceram, mágoas, culpas, medos, acomodações. Ferimos e fomos feridos, choramos e fizemos o outro chorar, amamos e fomos amados. E ali paramos. Dormimos.

Não é fácil manter-se acordado, alerta.
Isso demanda muita, mas muita atenção a si mesmo. A tudo aquilo que nos move, às reais intenções que estão por trás de tudo aquilo que fazemos, até das negações que nos auto-impomos.

Estar desperto é perceber o que se sente e porque se sente. É dar direcionamento positivo a esse sentir baseado, não no medo, no receio, mas na coragem de se descobrir, de melhor utilizar essa riqueza interna que se tem.

Porque em alguns momentos da vida ficamos como que num estado de torpor que nos leva a uma inércia. Quando assim estamos, a vida pára. Passamos os dias vivendo como autômatos, apenas cumprimos as obrigações, sem nenhum prazer real ou alegria.

Não percebemos as auto negações que nos impomos; as crenças limitantes que criamos para nós mesmos e que nos prendem, não deixando que vicejemos, que cresçamos, que amemos, que sejamos felizes.

Mas há um dia, seja ele mais cedo ou mais tarde, mas sempre no tempo certo, em que podemos olhar para esse "sono" com mais segurança, e a mágica acontece.

A gente simplesmente desperta!!
E é uma sensação estranha, como se estivéssemos saindo de uma espécie de hipnose. Nos sentimos estranhos e é inevitável perguntar: o que foi que houve? O que aconteceu? Eu estava dormindo? Como eu não vi isso antes?

Sim. Há sempre o tempo de despertar.
E quando esse momento chega é hora também de desabrochar, reconhecer, reviver, recomeçar, refazer caminhos, traçar metas, fazer melhores escolhas.

Mas, para se manter desperto também é necessário não viver olhando para trás.
É preciso olhar e andar pra frente. Percorrer novos caminhos.
O ontem nos serve apenas como parâmetro daquilo que precisávamos aprender para caminhar pra frente de forma mais segura, mais saudável.

Por isso, nessa manhã de sexta-feira, meu recado à você é: DESPERTA!! E se joga na vida com a confiança dos pequeninos que se jogam nos braços do pai.

Porque quem anda com fé sabe que a fé não costuma falhar!! ;)
Bom fim de semana.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Que a dor nos transforme em flor nesse 13 de agosto


13 de agosto.
Um dia como outro qualquer. Não. 

Para muitas pessoas ele representa uma data que poderia não existir no calendário do mês. Poderíamos pular do 12 para o 14 e deixar a vida seguir. Mas o calendário é impiedoso!!
Ele nos força a viver o dia 13.

Ok. Vamos a ele.

O 13 de agosto tem gosto de quebra.
Quebra de projetos, de sonhos, de esperanças. 
Quebra de um equipamento, quebra de telhados, queda de um avião.
Quebra de ciclos de vida.

O 13 de agosto também tem gosto de saudades. 
Saudades de pais, filhos, maridos, amigos, companheiros, brothers.
Saudades de esposas, mães, companheiras, filhas, irmãs, família.
Saudades de quem não estará mais fisicamente aqui e que alcança dois lados da mesma vida.

É, 13 de agosto tem gosto de quero mais.
De quem queria viver mais,
fazer mais coisas,
conviver mais.

Mas, para esse dia só restou para muitas pessoas lembranças.
Fotografias.
Vídeos.
Anéis.

Mas, apesar do 13 de agosto ser nesse momento tão ingrato, ele também pode ser o dia do RE:
REcomeço
REnascer
REdirecionar
REfazer
REviver
REaprender
REinventar.

Sim, porque a vida segue e outros 13 de agostos virão.
E eles serão cada vez menos sofridos. 
E se tornarão cada vez mais lembranças. Boas lembranças.

Lembranças de amores.
Lembranças de carinho.
Lembranças de grandes amizades.

E é assim que, passada a dor, 
deve ser a lembrança de quem não mais, fisicamente, está entre nós.
Amorosa, carinhosa, saudosa sim, mas sem sofrimento.

A dor é ferramenta de crescimento.
E que nesse momento a dor da saudade de Eduardo, Percol, Severo e Marcelo 
sirva para fazer com que todos à sua volta cresçam.
Cresçam e floresçam.
E se tornem flor. 

*Desenho de Christian Schloe Digital.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Deixai aos mortos enterrar os seus mortos.

Oi povo.
Tô por aqui de novo.

Desde domingo que tô no "faniquito" (agonia, aperreio, com vontade grande) de vir aqui e escrever. E o motivo é o tema da danada da palestra que fiz naquele dia lá no Janga, no Seara de Deus. O tema da dita cuja? "Deixai os mortos enterrar os seus mortos".

Vez em quando falo algo sobre esse tema por aqui.
Ele ficou me aparecendo direto no evangelho e saquei que era para eu me "debruçar" com mais atenção sobre o bendito. Lá fui eu e, de fato, tinha muito pra ver, pensar e refletir.

Quando Jesus falou isso para o rapaz que pediu para enterrar seus pais antes de segui-lo, mais uma vez Ele usava da linguagem figurada para deixar uma maravilhosa lição de vida para o moço e quem mais estivesse ao lado ouvindo. Essa frase poderia e pode ser interpretada de várias formas, em vários contextos, mas vou me ater a um mais especificamente.

Nós, seres humanos, temos por costume milenar "guardar lixos mentais" que podem ser os mais diversos, tais como, mágoas, medos, traumas, rancores, etc. Essas coisas geram uma espécie de "peso energético" em nossa mente e, consecutivamente, na contabilidade energética do nosso corpo. A gente, pelo condicionamento de carregar isso por tanto tempo, nem percebe mais a sua existência, mas ele não deixa de existir e sim, se transubstancia na sua forma de manifestação. Aqui um peso permanente no coração, ali um desleixo consigo mesmo, acolá um problema de saúde que não se sabe de onde veio; outrossim um comportamento repetitivo que a gente não percebe mais de tão automático que ele fica; mais adiante uma depressão.

Essas coisas imperceptíveis terminam por, de alguma forma, paralisar, ou atrasar, ou retardar a nossa vida em algum aspecto dela, normalmente, naquele ponto que a desencadeou. Sendo mais clara: se foi um trauma profissional, termino perdendo com o tempo o prazer pelo que fazia ou a confiança na minha competência; se foi no campo amoroso, passo a me distanciar de afetos como uma forma de autopunição. E por ai vai... Isso se dá, principalmente, porque nós somos educados a calar o que nos incomoda ou faz sofrer "pra não incomodar os outros", "para não demonstrar fraqueza" ou "porque é frescura". No caso dos homens então, ai é que a coisa fica complicada porque se conceituou que "eles não podem ser fracos", "que não sofrem", "que não têm medo de nada". 

O fato é que esse lixo passa a lhe acompanhar vida afora e vai interferindo na sua forma de ser. Isso se transforma num "defunto, daqueles ruins de carregar" dentro da gente. E nós queremos seguir em frente, andar, caminhar. Mas como?! Se o tempo todo tem algo nos puxando pra trás, nos fazendo olhar pra retaguarda, nos paralisando?! Ou ainda nos impedindo de dar um novo passo, andar a próxima milha? Como seguir a vida, recomeçar, se eu não enterro os mortos que eu mesmo teimo em manter vivos dentro de mim?! Quantos anos mais eu levarei para enterrá-los em definitivo?

Tem gente que perde uma encarnação inteira por causa disso: porque não quer enterrar o ente querido que faleceu; porque fica se culpando e auto punindo pelo erro que cometeu; porque carrega a mágoa do que aconteceu; e por ai vai. Perde assim a oportunidade de tocar a vida, de se permitir viver mais leve, refazer as possibilidades, recomeçar, tentar de novo. Acha mais cômodo estar preso, atado, amarrado. Claro!! Afinal, se seguir em frente e se sentir feliz de novo, com vida, com a possibilidade de renascer dentro de si mesmo, de se libertar, ele perde a desculpa que tinha para não tentar. E as vezes é mais cômodo passar a vida como o coitadinho que ficou marcado pelo sofrimento, pela perda, pela dor. 

E é isso o que muita gente vem fazendo com a sua vida: não enterra os seus mortos e fica andando como um cemitério ambulante. Num outro post que fiz aqui no blog, falei um pouco sobre essa coisa de que "morto bom é aquele que tá bem sepultado", como diria Rubem Alves. 

Pois bem. Desde que fiz essa palestra tenho pensado muito nisso e descobri que ando carregando "mais defuntos do que deveria", e que eles estão começando a pesar e incomodar. Isso significa que já tá na hora de colocar cada um deles em seus "devidos caixões e covas definitivas". Fácil? Não é. Tem alguns que vão incomodar um bocado para conseguir desalojar, porém o alívio que virá depois compensa a danação. Só de pensar na possível sensação de leveza e na possibilidade de ser mais feliz, já me sinto estimulada. 

Torço para que esse meu texto consiga "acordar" outras pessoas, pois percebo aqui e acolá como tem gente "zumbizando" por esse mundo de meu Deus!! Afinal, se estamos vivos é para viver a vida com a sabedoria que advém dela, aprendendo com as situações sobre nós mesmos. Ficar preso ao passado, aos erros, ao que aconteceu, se auto punindo é desmerecer a bondade Divina que nos concedeu a oportunidade de aqui voltar e recomeçar. É impedir o fluxo natural da vida.

Portanto, não seja injusto com Deus. Nem com você.
Vá recomeçar e ser feliz.

*Imagem de Christian Schloe

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Parabéns pelo seu dia, Homem!


Oi gente.
E chegamos ao 15 de julho. Metade do sétimo mês do ano já se foi. Voou!!
Mas o que me traz aqui hoje não é o inexorável passar do tempo, mas sim, a data que esse dia simboliza: o Dia do Homem.

Isso mesmo!!!
Há alguns anos descobri isso e fiz um texto, quando ainda não possuía esse blog, e o enviei aos amigos via e-mail. Hoje nem me lembrava dessa data até ver alguém falar disso. E ai resolvi dar um pulinho por aqui.

Acho que não deve ser nada fácil vestir uma roupagem masculina nos dias atuais. Na verdade, acho que é um grande desafio para um ser voltar como homem num momento de planeta e sociedade tão louco, quanto o que vivemos agora. Ao mesmo tempo, àqueles que souberem aproveitar esse momento para seu próprio crescimento, poderão sair dessa vida bastante enriquecidos em si mesmos.

Eu queria falar diretamente à você, meu amigo, que não tem medo de ser homem com "H maiúsculo." O que entendo por isso? Explico-me.

Entendo como Homem aquele ser que tem consciência do seu papel nesse mundo. Que sabe que o fato de estar numa roupagem aparentemente mais forte, não o torna superior a ninguém, nem lhe dá o direito de subjugar quem seja mais simples ou fraco. Falo daqueles que entendem que são seres duais, com sombra e luz, com medos e coragens, com força e leveza, com segurança e fragilidades, com determinação e fé.

Esse Homem entende que no mundo atual parceria é a palavra de ordem. Parceria no trabalho, nas amizades, no amor, na vida. Dar e receber. Ajudar e deixar-se ser ajudado. Falo ainda daqueles que sabem que podem e devem semear o bem no mundo, seja auxiliando ao próximo, mas também a si mesmo. Que incentiva pessoas a prosseguir, a não desistir dos seus sonhos.

O Homem de quem falo sabe chorar quando está triste. Reconhece que tem falhas, pede desculpas e tem a coragem de recomeçar. Ele sabe que não está só nesse mundo e reconhece que há algo ou alguém que a tudo rege, e a quem ele dedica sua devoção com humildade. Que sabe rir de si mesmo, que valoriza as pequenas coisas do dia a dia, que sonha junto com quem está do seu lado.

Alguém dirá: esse homem que você cita não existe, Alexandra!
E eu refuto: quem lhe garante?
Quem disse que todos os homens são iguais?

Não, não são. 
Mas sei que não é fácil ser diferente numa sociedade que nivela a tudo e todos "por baixo", e onde o conceito do que é masculino está diretamente ligado à força, violência, dureza, competição e, muitas vezes, vulgaridade. 

Por isso hoje meus parabéns vão para aqueles Homens que sabem fazer a diferença no mundo, seja na sua família, no seu ambiente de trabalho, no meio social onde vivem. Estes se tornam inesquecíveis em nossos corações.

E também para aqueles que não têm medo de amar e serem amados.
Meus amigos, feliz dia para vocês!