quinta-feira, 14 de julho de 2011

A vida é um grande ir e vir...

Meu povo!!!
Passando rapidinho para dar um oi, pois a semana se finda e com ela vão junto os problemas, os desafios, os aperreios. Por outro lado, crescem a lua (que estará cheinha amanhã, mas hoje já estava belíssima aqui em Olinda), as esperanças, o desejo do descanso, de alegria, de aconchego.


Alguns momentos são mais marcantes do que outros. Essa semana não foi fácil para algumas pessoas que, seja pela morte ou pelo nascimento, verão sempre esses primeiros dias de julho como "algo difícil de se apagar da memória".


A vida é um constante ir e vir. A única coisa realmente permanente é a impermanência. Como dizia a música, "sei que nada será como antes, amanhã...". E de fato, assim o é. A vida muda a todo instante. 


Nascer e morrer são lados de uma mesma moeda e que é comum a todos nós. Faz parte do ciclo natural da vida. Porém, temos dificuldades em administrar as emoções quando o lado da moeda que cai é aquele que aparentemente vai nos afastar dos que nos são caros.


É interessante observar como cada povo reage a essas situações. 
Nas sociedades onde há a crença da perpetuidade da vida, na transcendência do ser, a morte incomoda a quem fica, mas não gera desespero. Até porque acredita-se que "dorme-se do lado de cá, para acordar do lado de lá", numa troca apenas de casa. 


Para as sociedades do ocidente, ou seja, nós, a morte é vista como algo a se temer, como uma coisa que não deve ser falada, pensada. Se alguém diz, "já estou deixando meu velório e o caixão pago", logo se afirma: "deixa disso, isso traz agouro pra tua vida". 


O fato é que poucas pessoas se preparam para a viagem de volta. Muitos só param para pensar nessa situação quando se veem defrontados com ela, na ausência de um ente querido, um amigo, alguém próximo. Aqui no ocidente preferimos pensar no "curtir o hoje" e com isso deixamos de nos capacitar para fazer uma "boa viagem de retorno". Para onde?! Não sei. 


Para alguns voltamos para o paraíso. Outros acreditam que vão dormir até chegar o dia do juízo final (se alguém souber da data, por favor, me informem). Outros acham que vão para colônias espirituais paradisíacas, de preferência, em Nosso Lar (que já deve estar superlotada!!). Já outros morrem de medo de bater no umbral, a versão mais atualizada do inferno. 


Eu particularmente acho que a gente vai para o lugar com que afinamos. Nossa mente, gostos, atitudes é que vão definir como será o nosso retorno à pátria do espírito, ao céu, ou a qualquer outro lugar em que você acredite. A forma como essa viagem acontece é que faz a diferença: ela pode ser tranquila, através de um simples fechar de olhos durante o sono noturno, ou brusca, através de uma ocorrência grave como uma doença, um acidente.


Céu e inferno são estados de espírito, pois tem muita gente "viva" que já está "morta" há muito tempo e não sabe! Me preocupo as vezes em ver como as pessoas esquecem da transitoriedade da vida e deixam-na passar sem fazer nada de útil a ninguém, sem cuidar de si. E ai, quando D. Morte bate na porta com o seu cajado se desesperam e ficam tentando ludibriá-la para fugir de suas garras.


O fato é que todos nós devíamos nos preparar para esse momento. O da grande transformação. O retorno ao pó, à essência divina que habita em nós. Entender que nada acontece por acaso e que sempre que um momento de grande choque nos chega é porque algum bem, tão intenso quanto, quer se aproximar de nós igualmente. 


A vida se repete todos os dias. Tem gente que chega e tem gente que vai. E nós fazemos parte desse trem. Cabe a cada um de nós escolher se vamos viajar de primeira classe, com toda a tranquilidade, pouco sentindo o cansaço do percurso, ou se vamos ter que ir na classe econômica, no banco duro, sentindo os chacoalhões, as sacudidas ao longo do trajeto.


Uma coisa posso afirmar: a vida é muito mais do imagina o nosso vã conhecimento.
E sempre deve ser cuidada, prestigiada por nós. 
Que a lua cheia que nos chega nesse fim de semana possa iluminar o coração de quem sofreu perdas bruscas nesses últimos dias e reavivar dentro do coração a fé, a esperança e a certeza de que nunca estamos sós, principalmente nos momentos mais difíceis.


Que a luz dela possa iluminar o coração de cada um de vocês.
Um ótimo fim de semana.
bjs
Xanda













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