domingo, 4 de março de 2012

O tempo e a saudade

O que é o tempo?

Algo que trabalha a favor da vida sempre.

Dizem que o tempo é o melhor remédio para as feridas. É verdade. Elas cicatrizam.
Dizem que o tempo é o melhor remédio para a saudade. É verdade. Mas nem sempre.

Às vezes a saudade perde apenas a intensidade, mas não deixa de existir. Ela fica lá quietinha, resignada, guardada. Basta uma pequena faísca para ela reacender.

O tempo as vezes assusta. Quando ele passa a ser contado em segundos, minutos e horas para que algo aconteça.

Outras vezes ele é benção. Quando esses minutos e segundos significam que o tempo chegou, que tudo se concretizou, que a vida passou a existir. Que ainda há tempo para viver, aproveitar, refazer e agir.

Às vezes tempo é ansiedade. Quando certas coisas não dependem de nós para serem mudadas.

Outras vezes ele é lamento. Quando sabemos que ele segue em frente e que algumas coisas não mais voltam.

O tempo pode ser companheiro ou carrasco. Dependendo da forma como nos relacionamos com ele.
Quem vive em função da espera, faz do tempo seu algoz.
Quem vive independente do tempo faz dele seu aliado.

Seja qual for o dia ou o tempo, o fato é que a vida pede tempo:
- tempo de parar e refletir;
- tempo de fazer e agir;
- tempo de chorar e pensar;
- tempo de viver e ser feliz.

Não importa qual seja o seu tempo. O que importa é o que você fará do tempo que a vida lhe concede.

E a saudade? Ah, a saudade pede tempo.
Um tempo que não tem definição. Que pode ser pouco ou muito tempo.
Que pode até não dar tempo para que ela deixe de existir.

Tempo e saudade. Parceiros de vida. Resultados do viver.
Fazem parte de minha vida. Isso também é viver.




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