quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Até breve, Elias ...

Hoje venho aqui para fazer uma homenagem a alguém muito querido.
Nesta quarta, 15 de agosto, um grande amigo, o Elias Vital Nascimento, voltou pra casa.
Recebi a notícia (que eu já aguardava desde o final da semana passada) de que ele deixou o seu corpo através de uma parada cardio respiratória, no início da noite. Terminava assim a história desta vida, deste meu amigo.

Resolvi vir escrever porque achei que seria a melhor forma de colocar e dizer para ele o que sinto.
Desespero? Não. Dor? Também não. Saudade? Isso sim.

Certa feita ouvi, há muito tempo atrás, alguém dizendo que quando o questionavam sobre "se ele acreditava em vida após a morte", ele dizia que não. Não acreditava. Porque ele tinha certeza de que ela existia. Achei interessante essa colocação e até graça. Hoje vejo o quanto ela é verdadeira.

É por não crer mas ter a ABSOLUTA CERTEZA, meu amigo Elias, de que apenas você fez uma viagem de volta para o local aonde (espero!!) a gente também vai um dia, que não me desespero, nem sinto dor com sua partida. O Cara Lá de Cima foi muito bacana conosco quando nos permitiu desfrutar de mais alguns meses de sua companhia, para que pudéssemos aos poucos ir nos acostumando com a ideia de que terias que voltar pra casa bem antes do que a gente gostaria.

Até que se tentou em adiar a expedição do seu passaporte, mas assim é a vida, né amigão?! Quando o dever nos chama ou "quando o patrão determina" não tem como não obedecer. Faz parte do ciclo daquilo que nós chamamos de vida "fazer a viagem de volta".

Porém, meu querido Elias, saibas que sua cadeira permanecerá cativa no meu e, tenho certeza, no coração de muitos que conviveram com você nos últimos anos. 

O mais difícil nesse início de viagem, amigão, é não sentir saudades de você. Da sua risada gostosa, de suas tiradas irônicas, do seu humor refinado, das suas colocações aparentemente machistas (né, Carol Lins?!) que eram para deixar a mulherada de cabelo em pé!!!! A turma nunca percebia em tempo quando estavas tirando onda e "engoliam a corda". 

Me diga mesmo como é que não vamos sentir falta de suas colocações "cabulosas", dos seus questionamentos racionais em nossos estudos mediúnicos, do seu "confessai-vos" durante nossos estudos de educação dos nossos sentimentos e, o mais importante, da sua sabedoria em administrar duas ex-esposas e ainda a terceira?!!!

Mas, o mais o gostoso mesmo será lembrar dos bons momentos que tivemos à mesa jantando no Parraxaxá no domingo à noite, depois de uma tarde inteira de trabalhos no Gespe, quando tomavas sua sopa de carne com pão e depois pedias aquele café expresso duplo com leite Molico, um cuscuz, um queijo coalho e um pão de macaxeira assado!!! Enquanto Erick caia de boca no prato de operário dele só de salada e proteína, eu na minha sopa de feijão e torta de limão, e Cris acompanhando metade da sua "viagem culinária". Ah, e mais recentemente, Alana também na sopinha e no meio quilo de sobremesa!!!

Meu amigo, tudo isso que cito são coisas físicas que só tinham graça porque eram com você. Mas o que está mesmo deixando saudades é o homem, o amigo, o parceiro de trabalho, a pessoa com quem a gente podia compartilhar os bons e maus momentos. O ser humano que, mesmo numa idade em que para muitos "mudar é impossível", mostrava que ser uma nova pessoa não dependia de "relógio cronológico", mas sim, de estar aberto ao novo, de se colocar como aprendiz diante da vida, de se permmitir vivenciar sem preconceito mas com racionalidade aquilo que a vida te oferecia e ver o que de fato, servia ou não.

Querido Elias eu poderia passar a noite aqui escrevendo sobre você, porém, tenho certeza de que vais sempre captar meus bons pensamentos onde quer que estejas, lembrando das outras coisas que, por ora, não me chegam com facilidade à mente já cansada de um dia de trabalho. Saibas porém, que não apenas os seus amigos "fariseus" sentirão sua falta, mas também toda a turma do Gespe.

Por isso, meu amigão, a quem estimo como a um pai, encerro esta minha carta/homenagem à você dizendo: MUITO OBRIGADA POR VOCÊ TER COMPARTILHADO UMA PARTE DESSA SUA EXISTÊNCIA FÍSICA CONOSCO.

Receba um beijo carinhoso de todos nós que aqui ficamos e, aproveitando a oportunidade, quando você encontrar com Dr. Inácio e D. Modesta para tomar um cafezinho e jogar "conversa fora" mande meu abraço a eles. Ah, e não deixe de vir nos contar como foi esse encontro, tá?! (Eu queria ser uma mosca branca só pra ver isso!!).

Ah, e agora que você foi promovido "literalmente" a anjo de guarda e mentor doo Gespe não se aperrei, que ao invés da gente apelar para Pai João ou Bezerra de Menezes, vamos lembrar de "São Elias"!!

Um brinde ao presente da amizade entre nós, meu amigo.
Vai com Deus, Elias. Vai em paz.
E, até breve ...
Com o carinho e afeto da amiga, irmã e filha,
Alexandra

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