sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Eu, a lua e uma reflexão ...

Olá meu povo!
Tem coisa melhor do que sexta-feira e, ainda por cima, com lua cheia no céu?! Eis a combinação perfeita para se iniciar um fim de semana.

Hoje estou a contemplar a noite no agreste pernambucano e agradecendo à Deus por tanta beleza. Aqui o céu está limpo, sem uma nuvem, estrelado e deliciosamente azulado por causa da minha querida lua cheia.
Gosto de olhá-la. Ela me faz pensar. 

Vocês já sabem que sou "apaixonada" pela lua cheia. Isso não é novidade para ninguém. Mas um dos motivos para essa minha paixão é que ao observá-la sinto algo saudoso, nostálgico, ao mesmo tempo uma alegria interna imensa. Amo contemplar a noite, acho-a mágica com suas estrelas brilhando como pequenos diamantes incrustados no manto negro do céu. E nela literalmente deixo o pensamento e o coração voar longe.

O mês de agosto começou de forma especial, com cara de mudança.
Novos desafios, novos aprendizados, novas descobertas.
Mas também com algumas determinações. E uma delas foi a de começar a me livrar de ilusões, acerca de mim e de pessoas. Abandonar "velhas amarras" tanto físicas como emocionais e que não vinham me deixando caminhar nos últimos tempos. Isso é fácil? Não, mesmo. Mas possível.

Essa decisão veio ser corroborada por uma frase que recebi essa semana da minha "consultinha" semanal ao meu caríssimo OSHO, que faço pelo facebook. E a frase que saiu me chamou muito, mas muito a atenção mesmo. Vejam qual foi: 


"É muito raro uma pessoa querer ser feliz - diga ela o que disser. É muito raro que uma pessoa esteja pronta para ser feliz - as pessoas fazem grandes investimentos na sua desgraça. Adoram ser infelizes...na realidade, sentem-se felizes por serem infelizes." 


Sinceramente, ele está certo.
Temos a péssima mania de dizer que queremos ser felizes, mas vivemos nos boicotando e, o que é pior,  investimos na nossa infelicidade com todo o gás.

Ficamos presos a amores que já acabaram mas, dos quais, não aceitamos nos desapegar. E preferimos viver o passado e ficar presos a alguém que não nos quer, do que encarar o desafio de nos vencer e abrir o coração para amar de novo. Deixar o novo e o outro entrar em nossa vida. Vivemos da "ilusão do passado" para fugir do "desafio do presente".

Ficamos amarrados a empregos que não nos completam ou a profissões com as quais não temos identificação por medo de "perder o status financeiro" tão cultuado em nossa sociedade, por puro comodismo, ou porque não acreditamos no nosso potencial. E assim vamos ser profissionais medíocres que "só fazem o que lhes cabe", sem prazer nenhum, stressados, desmotivados, cujo única válvula de escape para compensar as frustrações com essa área é gastar dinheiro com compras, viagens, carro do ano e baladas.

Ficamos guardando durante anos a fio mágoas e rancores de coisas e pessoas que já aconteceram ou passaram pela nossa vida há muito tempo, ao invés de relevar, tentar entender as razões do outro, perdoar e caminhar. Com isso adoecemos por dentro.

Queremos compensar nossas carências e frustrações seja com posturas de auto defesa tipo, agressividade, arrogância, negativismo, ou com as compulsões diversas. Preferimos nos auto destruir do que ter a coragem de olhar pra dentro da gente mesmo e buscar as respostas, as vezes dolorosas, mas sempre necessárias para que possamos realmente promover mudanças substanciais na nossa existência.

Pois é, assim somos nós.
Mas não era assim que devia ser. Porque nós nascemos para sermos felizes, pessoas realizadas, ativas, emocionalmente sadias. Esse é o nosso destino e a gente vai caminhar para ele de todo jeito.

Mas é preciso ter vontade, consciência de que precisa dar esse passo de mudar, desejo sincero de fazer, e perseverança e coragem para conquistar essas modificações. Acho que só quando a gente se cansa de dar tanta cabeçada na vida é que nos damos conta de que realmente algo precisa ser feito.

Bom quando essa percepção não se dá por causa de uma doença, da perda de um ente querido, mas sim, pela nossa auto-observação.

Portanto, que tal aproveitar essas noites maravilhosas de lua cheia para pensar consigo mesmo: o que estou fazendo de bom por mim e pela minha vida? Estarei por ventura me prendendo a ilusões, a "bengalas psicológicas" para fugir de mim mesma?

Tenho certeza que maravilhosas respostas virão das estrelas para iluminar seu mundo interno e, quem sabe, não serão elas que vão lhe mostrar e guiar pelo novo caminho?!

Bjs e bom fim de semana.
Xanda

"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."
(Clarice Lispector)

Nenhum comentário:

Postar um comentário