segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nada como uma faxina pra gente refletir ...

Olá pessoal.
Fim de semana de folga do trabalho e em casa. Descanso? Nem pensar!!
Aproveitei o "findi" para iniciar uma arrumação que preciso fazer há meses!
Mas todo processo de organização tem que ser "por partes", né? Caso contrário a gente não dá conta.
Pois é, como a zona tava grande optei por fazer um quarto só. E, claro, optei por ajeitar o que levaria menos tempo, ou melhor, o que dava pra fazer num dia só.
É um tal de tira roupa, dobra roupa, separa roupa, bota roupa, que não acabava mais.
E coisa que você nem lembrava que tinha?!!! Ou que não sabia mais onde estava?
Rapaz, como a gente guarda coisa sem necessidade!!!
Fui olhando, separando, limpando. Aquilo que ainda me servia, guardei. Aquilo que não me era mais necessário, separei para doar. E tinha um monte de "tralha" que só o lixo podia ser o destino.
Não sei pra vocês, mas pra mim arrumação é meio que uma catarse. É bacana poder jogar um monte de coisa fora, ou seja, desocupar espaço, esvaziar o ambiente, deixá-lo mais organizado.

E enquanto eu faxinava pensava que o mesmo acontece com a vida da gente de vez em quando.
Temos a péssima mania de guardar um monte de tralha dentro de nós: medos, recalques, sentimentos de baixa auto-estima, mágoas, rancores, até ódios. Ficamos "juntando lixo" no nosso campo mental e emocional e nem percebemos que estamos carregando "um peso desgraçado", pois nos acostumamos com ele. Só quando esse peso começa a incomodar ou a se mostrar através de seus efeitos é que a gente desperta para a presença deles. As vezes é uma doença, um câncer, um derrame, as vezes uma depressão, uma síndrome do pânico, uma fobia qualquer. Um cansaço interno que não tem jeito de acabar.

Tudo isso representa "lixo mental acumulado no lixão da sua mente".
E ai, a gente também precisa de tempos em tempos de fazer uma "senhora faxina na alma".
Mas tem gente que morre de medo de fazer isso. Prefere andar curvado, envergado sobre o peso dos incômodos.
Outros se alimentam desse tipo de coisa, de sentimentos de mágoa, raiva, inveja, e nem percebem que estão definhando em vida só despertando quando já é "tarde demais".
Há aqueles que quando recebem alguma sugestão de como se ajudar, do tipo, "porque você não procura um terapeuta", já respondem logo de forma agressiva: tá me chamando de doido é?
Na boa?? Não tava não, mas que depois de uma resposta dessas dá vontade, dá.

Mas, ainda bem, que existem aqueles que "curtem uma faxina".
Esses conseguem, de tempo em tempo, arejar a casa mental.
Outros ao se sentirem incomodados vão em busca de ajuda, procuram algo ou alguém que possa lhes auxiliar no processo.
E, é claro, que a gente não vai mexer em tudo de uma vez. Assim como a faxina de casa, limpar o que tá por dentro da gente precisa ser "por etapas", primeiro por aquilo que damos conta primeiro e depois, pelas partes mais complicadas.

Mas, a parte mais complicada dessa faxina é o tal do "apego".
Seja na casa física ou na emocional o apego que temos a coisas, pessoas, situações nos atrapalham em muitas ocasiões, dificultando a limpeza e não deixando que ela aconteça como devia. Mas até isso, acredito eu, um dia a gente tem vontade de se livrar e que bom quando esse dia chega porque ai é certeza de que um grande espaço que vai ser arejado, ampliado dentro das nossas casas mentais abrindo o local para o novo, o que renova.

Caramba, até que essa faxina do fim de semana rendeu, heim?!  =)
Imaginem quando eu me atracar com o segundo quarto, aquele cheio de papéis e tralhas?!
Ui, vai rolar um tratado filosófico!!!
É, mas a faxina desse final de semana me rendeu também uma recaída da gripe, mas tá valendo. Foi por uma boa causa.

Ei, que tal aproveitar a semana para programar um bom "faxinão", heim?!  ;)
Boa semana.
Xanda

Um comentário:

  1. Muito legal, adorei fazer parte deste grupo... Eu realmente preciso fazer um FAXINÃO na minha vida!!! Bjos

    Lícia Marques

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