terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ao poeta ...

E nem só de amor vive o poeta. 
Ele também pode inundar-se de paz.
Impregnar-se com o azul do céu.
Embriagar-se com o orvalho das flores.
Encantar-se com o calor do sol.

Por que não namorar a lua?
Conquistar o brilho das estrelas?
Embalar-se com o cantar dos pássaros?
E aconchegar-se no regaço da relva verde?

Para fazer um poema 
ele não precisa apenas de um amor.
Precisa, isso sim, 
sentir o ardor da vida ao seu redor.

E se ele reparar direitinho 
verá que em tudo isso há amor, há carinho.
Em toda a vida que o cerca há paixão.
Bastando apenas que ele a enxergue com igual adoração.

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