terça-feira, 5 de novembro de 2013

Em que muros você tem alicerçado a sua vida?!

Olá pessoal, tudo bom com vocês?
Hoje eu quero falar de muros. 
Muros? Isso mesmo, muros.
Mudastes de ramo agora, Alexandra? 
Não, não mudei. Continuo jornalista (até o momento) metida a alguém que reflete sobre a vida, portanto não se preocupe (ou na verdade, comece a se preocupar!) porque não venho aqui falar de muros de alvenaria. Quero falar dos muros invisíveis que criamos nas nossas vidas.

Tenho me pego pensando nesse tema ultimamente.
Nos muros que cada um de nós teve que construir para se manter vivo até o momento, para poder sobreviver em alguns casos, pensando que assim superaria as adversidades que a vida nos apresentava.

É interessante a gente observar que tipos de construções internas, de decisões, pensamentos, determinações nós tomamos ao longo da existência para nos defender daquilo que nos causa algum tipo de dor, de sofrimento, de medo. E não precisa ser algo muito drástico não, tipo uma doença ou a perda de alguém. Basta que seja algo motivado pela nossa insegurança acerca de nossa capacidade de superar um desafio, para que a gente busque ferramentas de defesa que podem se transformar em muros.

Jogamos essas vibrações para o Universo e ele, que não tem senso de humor, nos responde exatamente na mesma medida. Sim, porque nossa mente é energia pura e nossa vida é alimentada pela irradiação que é gerada por ela. E ai me vem a pergunta: será que você alguma vez já parou para se perceber e  perguntar: de que forma me defendo daquilo que me incomoda? 

Porque nós, pela fragilidade da qual somos portadores (uns em maior, outros em menor grau), em algum momento da vida precisamos sim utilizar meios de defesa para que possamos nos manter de pé. Isso é normal e, de certa forma, até necessário. Mas, o problema é quando algo que devia ser temporário, apenas para durar o suficiente até que a gente acalme e pare para pensar, se perpetua sem que nós percebamos.

Há muito motivos que podem nos fazer criar "muros" que nos afastam de pessoas, coisas ou situações. Sentimentos de culpa, medos não trabalhados, ego machucado, orgulhos feridos, sentimentos de menos valia, baixa auto estima, são alguns deles. Para nos defendermos "desses incômodos" usamos da auto defesa e, na esmagadora maioria das vezes, da arrogância, do orgulho e da prepotência, que nada mais são do que expressões de personalidades inseguras, que não reconhecem o seu próprio valor. 

Daí erguemos muros através de projeções que fazemos de nós próprios no comportamento do outro; dos pré-julgamentos (quando nos achamos juízes implacáveis e sábios da conduta alheia, quando não conseguimos nem identificar a nossa própria); mascaramos nossos sentimentos com posturas de indiferença, negando-os como se deixando de olhá-los, eles desaparecessem num passe de mágica. Erigimos regras rígidas de auto conduta por medo de mostrarmos exatamente o que somos, o que sentimos, o que desejamos.

É verdade que muitas construções de defesa são alicerçadas no medo de ser ferido novamente, de ter seu eu violado. Mas, será que apenas erguer um muro vai fazer com que o que está por trás desse medo, seja resolvido? Não estariam ai carências, medo de rejeição, mágoas não trabalhadas?!

Muita gente passa anos atrás dos muros que construíram. Algumas até se acostumam com eles. Mas, outras em determinado momento da vida começam a sentir um peso, um desalento interno, uma falta de estímulo para viver. Perdem o viço, o pouco de auto amor que deveriam ter por si descuidando de si próprias, de suas aparências, não dando valor para sua saúde até!! Parece que elas carregam o "mundo sobre as costas". E por mais que percebam "o peso", elas não sabem o que o está causando, não conseguem detectar de imediato onde está o "x" da questão.

Mas ai a vida, ah a vida!!!!
Se tem uma coisa que gosta de fazer brincadeira com a gente é a tal da vida. 
A vida se encarrega, em determinado momento da sua existência, de fazer com que "o muro" venha abaixo. E ai, você se vê em desespero!!!!!! 

Porque ele simplesmente despenca em sua cabeça de uma única vez. Aquilo que já vinha se rachando aos poucos, e por isso incomodando, de uma hora para outra simplesmente desmorona, vem abaixo!!! E você se ver escancarado, indefeso, perdido, sem saber o que danado aconteceu. O que está havendo, se perguntará você!!

O que está ocorrendo é que chegou o momento de você olhar pra si mesmo, para as suas verdades escondidas, negadas e abandonadas para que se dissolvessem ao vento. Porém, nada no nosso Eu se dissolve, ele se transforma pelo poder da renovação, do fogo da coragem do auto encontro, da faca afiada da verdade interior que nos causa momentâneos momentos de dor, inevitáveis, mas necessários.

E o bom de ver um muro ruir é pensar que, naquele lugar onde antes havia a separação de Ti do mundo que te cercava ou das pessoas que estavam nele, de repente pode nascer algo novo, mais bonito, mais saudável, mais feliz. Que você pode pegar as pedras que antes te separavam de algo ou de alguém e construir uma bela ponte que te interligue à felicidade, ao prazer de viver, à uma existência de paz e de realizações. 

Por isso hoje, te convido a refletir: que muros erguestes em tua vida para te sustentar em determinado momento da existência e que agora, sem que tu percebas, estão te sufocando, retardando a tua vida, dificultando e atrapalhando o teu caminhar rumo a felicidade que tanto desejas?!

Quem sabe não encontras nessas despretensiosas palavras o caminho para as perguntas corretas que irão te fazer encontrar as respostas que vinhas buscando?!

Boa sorte.
Bjs e boa semana para você.

4 comentários:

  1. Hoje, me encontro assim... Sem resposta para mim mesma, e em meio a tantos desencontros me encontro sem rumo, mas com perspectiva de um recomeço e um novo fim na minha história...

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    1. Vá em frente, Nikrosy.
      Não desista de derrubar os seus muros para poder ser mais feliz.
      Se eles estão ruindo, aproveite porque chegou sua vez de finalmente ser feliz.
      Abraços

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  2. Vivi a maior parte de minha vida atrás de muros enormes que me faziam sombras. Eu pensava que isso era proteção. Numa noite de insônia descobri que eu poderia pular esses muros e ver as luzes que realmente brilham para nós. Não consegui ainda transpor todos os muros, mas os mais baixinho já derrubei todos. Recuperei a capacidade de ver o horizonte. Continuo na caminhada em busca do conhecimento. Sou mais feliz hoje

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  3. Que bom, Lilia.
    Bom ter esses retornos de que é possível sim, quebrá-los!
    Abraços

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