segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

E numa noite de verão, a lua gesta a vida.

E a noite hoje veio arrebatadora.
Clara, iluminada, azulada, com um delicioso vento de verão para refrescá-la.

E lá estava você.
Enchendo-se de luz, tal como uma mulher em gestação.

Eis uma das facetas da lua: todo mês ela gesta.
Sim, gesta a vida, gesta a luz, gesta a beleza de uma fase cheia, plena.
A lua é como uma grande mãe.
Depois de plenificar-se, ela esvazia-se por completo e se esvai.
Some aos nossos humanos olhos, mas continua ali, a existir.
Sua gestação dura apenas dias, mas o suficiente para acompanhar as de outras vidas.
De vidas que ela ilumina com seu clarão.
Às quais, as vezes, serve de guia em plena escuridão mostrando as rotas, os caminhos.
A lua gesta a nossa vida.
Na antiguidade os períodos humanos era regidos pelas fases da lua: o de plantar, o de colher, o de agradecer. Belas festas eram realizadas pelas tribos, comunidades e vilarejos.
As fases da lua representavam vida.
E ainda hoje muitas vidas nascem sob o seu influxo, muitos partos são realizados sob a força da lua cheia.

Usando uma linguagem figurada: quantas vidas, quantas histórias, quantos renascimentos estão nesse momento sendo gestados pela lua crescente?!

Quantos seres se preparam para, em breve, renascerem de dentro de si mesmos, num novo parto, onde deixam medos, traumas, amarras, comportamentos impeditivos para poderem voltar a viver, a florescer, a brilhar?!

Quantas gestações, amiga querida, tu acompanhas daí de cima calada, quieta, serena. Com aquela serenidade que só os sábios possuem de que "tudo na vida passa" de que nada, nem de bem, nem de mal, é eterno?!

Enquanto reflito, a lua segue seu curso.
Nessa noite linda e ventilada de verão.
Dizendo ao mundo que, em breve, finda a gestação.
Para um novo renascer, para uma nova plenitude, para um novo viver.

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