domingo, 9 de fevereiro de 2014

Não se auto destrua com a culpa. Recomece!!


Hummmm,
o domingo aqui no Recife e Região Metropolitana foi de chuva. Que benção!!!
Só assim esfriava um pouco a temperatura. 

A chuva veio como um bálsamo para aliviar o calorão. Não que ele vá deixar de existir, até porque estamos no verão, mas pelo menos por algumas horas tivemos a oportunidade de curtir um clima mais ameno. Um pequeno refresco!!!

E agora de noite, voltando pra casa depois do trabalho voluntário que faço aos domingos à tarde, eu vinha pensando numa alegoria. Eu pensava nas milhares de pessoas espalhadas por esse "mundo de meu Deus" e que carregam consigo, permanentemente, um grande sentimento de culpa.

A culpa nasce sempre que tomamos consciência de que fizemos algo de errado, ou como se diz popularmente "pisamos na bola". Esse "cair de ficha" (um ditado de gente mais antiga, tá?!) pode se dar de diversas formas: pela capacidade de autoavaliar imediatamente um ação tomada, pelas consequências que ela teve (as vezes, aparentemente desastrosas) e que não foi a que esperávamos, ou porque alguém nos apontou a nossa falha. 

Seja lá qual for o motivo, descobrir que se cometeu um erro, um equívoco, não é nadica de nada agradável!! É incômodo, dói e, se a pessoa não tiver um mínimo de resiliência (capacidade de se adaptar às adversidades, de aguentar pressão), pimba!! Se instala a tal da culpa.

E culpa é algo muito perigoso.
Porque ela gera uma energia que consome internamente a pessoa. Leva-a, em muitas oportunidades, a baixa auto-estima, à depressão, ao desamor. A pessoa passa a se cobrar em excesso, de forma doentia, fica se auto punindo pelo erro e com isso desencadeia diversos problemas, inclusive de saúde. Tudo isso termina num auto-abandono, em deixar de gostar de si e, a querer fugir da vida nos casos mais graves.

Outra coisa é arrependimento.
Quando a gente se arrepende de algo, de um caminho tomado, de uma escolha feita e deseja reparar, fazer diferente, o arrependimento surge como uma mola impulsionadora de desfazer o mal feito e realizar algo de diferente. Ele nos serve de trampolim para que possamos dar saltos qualitativos na nossa vida mudando o que precisa ser mudado e nos fazendo melhorar como pessoas.

O fato é que nenhum de nós é perfeito. Estamos sim, caminhando para a perfeição relativa, ou seja, aquela que nos é possível enquanto seres humanos e espirituais que somos. E errar faz parte do processo.

É nas tentativas de erros e acertos que vamos crescendo como pessoas, aprendendo o que devemos ou não fazer, o que nos é ou não interessante. É com isso que amadurecemos. Quem não tem o direito de fazer suas escolhas e de aprender com elas, não cresce. 

Mas para que essas experiências nos tragam "crescimento" é preciso que deixemos de querer ser perfeitos, que nos permitamos errar, e o mais importante, que tenhamos a humildade de reconhecer o equívoco. Até porque, só erra quem tenta acertar. É necessário que usemos de mais amor para conosco mesmo, do auto perdão, da auto-indulgência. Só assim vamos reconhecer o erro, aprender com ele e, o mais importante, se permitir recomeçar.

A vida é um constante convite ao recomeço. 
Retomada de caminhos.
Redirecionamento de vida.
Reinício de oportunidades e de histórias.

A Divindade nos estimula sempre à oportunidade de trilhar novos caminhos, com novas atitudes, novos comportamentos, nova consciência do que é viver.
E porque só você não se permite isso?!!

O arrependimento sincero acompanhado do auto perdão é como a chuva que cai durante um dia de verão: ela faz baixar o calor da punição a nós mesmos, para que, mais aliviados, possamos "esfriar a cabeça", usar de mais amor conosco e nos permitir ser feliz de novo, agora em novas bases, novos alicerces.

Pensa nisso, tá?!
Boa semana pra você!

“... Tal é aquele que tendo feito mal sua tarefa, pede para recomeçá-la afim de não perder o benefício do seu trabalho...”   
“... Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena irrevogavelmente pela primeira falta.” 
(ESE, Capítulo 5, item 8.) 

Nenhum comentário:

Postar um comentário