quinta-feira, 5 de maio de 2016

Para olhar as estrelas.

E dentro da noite insone penso nas estrelas perdidas,
aquelas que não mais são contempladas por nós.
Quanto desperdício viver sem amar,
magoar-se para o infinito, fechar-se para o amor.

Ah, penso nas estrelas que não mais contamos
na noite escura do céu outonal.
Erros, tropeços, recomeços.
Tantas tentativas vãs de se reencontrar,
e nem percebíamos que mais nos afastávamos.

Ah, que serão das estrelas que não mais contemplamos,
porque ficamos fechados em nosso próprio egoísmo e medo.
Tentativas frustradas de ser feliz, negando o que se sentia.
Doce ilusão.

Mas para se olhar as estrelas com novo olhar
é preciso descer aos infernos para depois ressurgir
sentir sua própria dor, afundar.


Para em seguida renascer das cinzas renovado
reencontrado, pleno, completo.
E só assim voltar a olhar as estrelas e ser feliz.





Venha comigo viver.



Deixando-te e ao passado para trás   

sigo finalmente em frente.
Já não me prendes mais o caminhar.
Já não mais me permito parar.

Caminhos e trilhas novas,
desafios e novos encontros.
Meu encontro comigo mesma,
meu encontro com o amar.

Vida que segue intensa e verdadeira,
não mais a ilusão do que sentia.
Mas na busca da verdade,
da minha verdade.

Nessa estrada não há mais espaço para migalhas,
não há mais espaço para meio termo,
para o que não é dito.
Tudo as claras, verdades ditas, eis o presente.

Quem quiser me acompanhar assuma a sua verdade,
assim como assumi a minha.
Venha comigo pro que der e vier.
Venha comigo viver.