terça-feira, 28 de maio de 2013

Ode à chuva ...


Chove nesta noite de terça,
uma chuva gostosa, forte, intensa, 
que gera calma, beleza e magia.
É bom poder poder ouvi-la.
É bom poder senti-la.
É bom poder tê-la.
Melhor ainda se permitir embalar por ela.
Deixar-se envolver pela sua magia,
e dormir acarinhada pela brisa mansa que dela se irradia.
Boa noite.

sábado, 25 de maio de 2013

Vida em rima ...

Medo  
Receio
Anseio
Desejo
Te vejo

Quem me dera
Quimeras
Esperas
Estreias
De veras...

O que vejo
Ensejo
Começo
Tropeço
Recomeço

E a vida
Querida
Sentida
Sofrida
Decidida

São apenas lampejos
Arremedos
Trejeitos
Mal feitos
Que escrevo. 

sábado, 18 de maio de 2013

Quero apenas escutar a música e a sua beleza ...

Escuto a música ...  
minha alma tenta asserenar.
Nesse momento tenho sede de beleza.
Nesse momento tenho sede de sonhar.

Deixo-me por ela envolver
Permito-me deixá-la entrar nos meus poros,
tento asserenar minha mente cansada e senti-la.
Ao fundo o violino chora, é um lamento.

O lamento de uma alma.
A doçura de um momento.
Me deixo por ela envolver,
me lanço em seus braços sem tormento.

Hoje minha alma tem sede de beleza.
Hoje minha alma anseia por leveza.
Hoje apenas desejo plenitude
Hoje desejo apenas escutar a música ...



Texto escrito em 17 de maio de 2013

Bom dia

E começamos mais um dia.
E nele te desejo tudo de bom.
Que ele mesmo não sendo perfeito, seja do teu jeito.
Que seja cheio de doce, amor e beijo.
E que te traga luz e esperança
força e confiança,
realizações e contentamento.
Bom dia.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nada como uma faxina pra gente refletir ...

Olá pessoal.
Fim de semana de folga do trabalho e em casa. Descanso? Nem pensar!!
Aproveitei o "findi" para iniciar uma arrumação que preciso fazer há meses!
Mas todo processo de organização tem que ser "por partes", né? Caso contrário a gente não dá conta.
Pois é, como a zona tava grande optei por fazer um quarto só. E, claro, optei por ajeitar o que levaria menos tempo, ou melhor, o que dava pra fazer num dia só.
É um tal de tira roupa, dobra roupa, separa roupa, bota roupa, que não acabava mais.
E coisa que você nem lembrava que tinha?!!! Ou que não sabia mais onde estava?
Rapaz, como a gente guarda coisa sem necessidade!!!
Fui olhando, separando, limpando. Aquilo que ainda me servia, guardei. Aquilo que não me era mais necessário, separei para doar. E tinha um monte de "tralha" que só o lixo podia ser o destino.
Não sei pra vocês, mas pra mim arrumação é meio que uma catarse. É bacana poder jogar um monte de coisa fora, ou seja, desocupar espaço, esvaziar o ambiente, deixá-lo mais organizado.

E enquanto eu faxinava pensava que o mesmo acontece com a vida da gente de vez em quando.
Temos a péssima mania de guardar um monte de tralha dentro de nós: medos, recalques, sentimentos de baixa auto-estima, mágoas, rancores, até ódios. Ficamos "juntando lixo" no nosso campo mental e emocional e nem percebemos que estamos carregando "um peso desgraçado", pois nos acostumamos com ele. Só quando esse peso começa a incomodar ou a se mostrar através de seus efeitos é que a gente desperta para a presença deles. As vezes é uma doença, um câncer, um derrame, as vezes uma depressão, uma síndrome do pânico, uma fobia qualquer. Um cansaço interno que não tem jeito de acabar.

Tudo isso representa "lixo mental acumulado no lixão da sua mente".
E ai, a gente também precisa de tempos em tempos de fazer uma "senhora faxina na alma".
Mas tem gente que morre de medo de fazer isso. Prefere andar curvado, envergado sobre o peso dos incômodos.
Outros se alimentam desse tipo de coisa, de sentimentos de mágoa, raiva, inveja, e nem percebem que estão definhando em vida só despertando quando já é "tarde demais".
Há aqueles que quando recebem alguma sugestão de como se ajudar, do tipo, "porque você não procura um terapeuta", já respondem logo de forma agressiva: tá me chamando de doido é?
Na boa?? Não tava não, mas que depois de uma resposta dessas dá vontade, dá.

Mas, ainda bem, que existem aqueles que "curtem uma faxina".
Esses conseguem, de tempo em tempo, arejar a casa mental.
Outros ao se sentirem incomodados vão em busca de ajuda, procuram algo ou alguém que possa lhes auxiliar no processo.
E, é claro, que a gente não vai mexer em tudo de uma vez. Assim como a faxina de casa, limpar o que tá por dentro da gente precisa ser "por etapas", primeiro por aquilo que damos conta primeiro e depois, pelas partes mais complicadas.

Mas, a parte mais complicada dessa faxina é o tal do "apego".
Seja na casa física ou na emocional o apego que temos a coisas, pessoas, situações nos atrapalham em muitas ocasiões, dificultando a limpeza e não deixando que ela aconteça como devia. Mas até isso, acredito eu, um dia a gente tem vontade de se livrar e que bom quando esse dia chega porque ai é certeza de que um grande espaço que vai ser arejado, ampliado dentro das nossas casas mentais abrindo o local para o novo, o que renova.

Caramba, até que essa faxina do fim de semana rendeu, heim?!  =)
Imaginem quando eu me atracar com o segundo quarto, aquele cheio de papéis e tralhas?!
Ui, vai rolar um tratado filosófico!!!
É, mas a faxina desse final de semana me rendeu também uma recaída da gripe, mas tá valendo. Foi por uma boa causa.

Ei, que tal aproveitar a semana para programar um bom "faxinão", heim?!  ;)
Boa semana.
Xanda

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O desabafo de uma cidadã


Por mais que não se queira é impossível não lastimar o que está acontecendo em Recife, em dias de jogo de futebol.

Domingo, tarde e noite, não é mais dia de pessoas de bem passearem ou se locomoverem na cidade, mas sim, de um bando de marginais disfarçados de torcedores trafegarem livremente fazendo baderna e agressões, com a desculpa de que "vão torcer pelo seu time".

Só o Governo de Pernambuco, a SDS e a Polícia Militar Pernambuco talvez não percebam, ou não queiram ver, o pânico que está tomando as pessoas que tem que  andar nesse dia de ônibus ou no seu próprio carro. Ontem (05), eu e uma amiga tivemos que esperar mais de uma hora para poder descer de Aldeia para irmos para Olinda (só conseguimos fazê-lo por volta das 20h30). Tudo porque tínhamos que ir por dentro do Recife, passar pelos Aflitos e depois Agamenon Magalhães. Pegar ônibus nesse dia, nem pensar!!! É correr riscos sérios. 

E como bem colocou meu amigo Marjones Pinheiro a gente vê o Estado gastando uma fortuna com plantão para que os policiais "escoltem" essas criaturas pelas principais vias da cidade, numa cena grotesca de se assistir. Enquanto isso, muitas pessoas de bem que são ameaçadas, como mulheres agredidas pelos companheiros, não dispõem desse tipo de ajuda para garantir a sua integridade.

Não estou aqui, é bom ressaltar, criticando a polícia que apenas cumpre ordens, mas o sistema e a mentalidade que rege a nossa sociedade atual onde os valores e a noção do que é realmente importante, sério, valioso estão tão distorcidas.

Eu, enquanto cidadã, me vejo na iminência de ter que faltar ao meu trabalho social no domingo à tarde, em dias de jogos, porque seja de ônibus ou de carro se vive um stress de medo impressionante para se chegar em casa.

Governador, com todo o respeito, nosso Estado está para receber dois campeonatos mundiais. Se o senhor não pensar no bem do coletivo, em detrimento do "lucro de meia dúzia de dirigentes de clubes" vai ser muito difícil ter o apoio da sua população. Será um vexame mundial Pernambuco aparecer nas páginas dos principais jornais pelos atos de violência gratuita em dia de jogos. E, para aqueles que devem imediatamente pensar: "mais o esquema de segurança será imenso para as Copas", deixo um questionamento: de que vai adiantar dar segurança durante uma semana ou 20 dias de jogos, se no restante do ano, nós moradores daqui e que pagamos nossos impostos, estaremos à mercê da violência pela violência?!

Detesto começar uma segunda-feira com esse tipo de assunto, porém diante da proporção que a coisa vem tomando aqui no Recife não posso ser omissa e ficar achando que tudo são flores!! 

Se pode ser revertido e melhorar?! Sim. Nisso eu acredito.
Mas, essa modificação depende daqueles que são responsáveis por ela.
Xanda